sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Precious Plastic: a revolucionária forma de reciclar plástico!


Desde 1950 a humanidade já produziu 8,3 bilhões de toneladas de plástico. Desse montante, cerca de 6,3 bilhões já foram descartadas. E se continuarmos nesse ritmo, pesquisadores apontam que em 2050 haverá mais de 12 bilhões de toneladas de resíduos plásticos.



Atualmente, apenas 9% dos resíduos de plástico do mundo são reciclados, o restante acaba sem tratamento nos aterros sanitários, lixões e no meio ambiente.

Para ajudar a mudar essa estatística preocupante, o engenheiro e designer holandês, Dave Hakkens, desenvolveu máquinas para que qualquer pessoa possa reciclar em casa e começar um negócio de reciclagem fabricando por conta própria objetos feitos de plástico descartado.



As 4 máquinas de Dave, batizadas de “Precious Plastic” (plástico precioso), foram baseadas em máquinas industriais, mas modificadas para serem menos complexas e mais flexíveis. Uma delas tritura o plástico em pequenos grânulos, há também uma extrusora, uma moldadora de plástico por injeção e uma moldadora de plástico por rotação.




Elas também são modulares para que possam ser facilmente reparadas, atualizadas ou adaptadas ao gosto do empreendedor.

O processo é bem simples:
  
  • É preciso coletar embalagens e outras peças lixo de plástico;
  • Usa-se a trituradora para transformar o lixo em pequenos pedaços de plástico;
  • Abastece-se a extrusora com os pedaços de plástico para criar uma linha fina de plástico que pode ser utilizada em uma impressora 3d ou moldada em novo produto;
  • Abastece-se a moldadora com os pedaços de plástico, que serão derretidos e injetados no molde criado, formando um novo produto!


O objetivo de Dave também é compartilhar seu projeto com o mundo, por isso ele disponibiliza em seu site desenhos técnicos, listas de materiais e vídeos com tutoriais para que as pessoas possam construir suas próprias máquinas! É tudo “open source”, ou seja, código aberto para qualquer um baixar de graça e aprimorar conforme suas necessidades.




É demais, não é? Então, mãos à obra pois a matéria prima está disponível às toneladas e de graça. Partiu transformar velhas embalagens em recipientes, objetos de decoração, joias, brinquedos e muitos outros itens que só a imaginação pode criar?


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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Pneus velhos podem se transformar em asfalto ecológico


O Brasil descarta anualmente pelo menos 450 mil toneladas de pneus, o equivalente a cerca de 90 milhões de unidades. Quando o descarte é feito de forma errada (em lixões, depósitos, quintais de casas e outros lugares improvisados, como beiras de rios e matas), os pneus se tornam grave problema ambiental.


Eles demoram, em média, 600 anos para se decomporem na natureza e podem, inclusive, se tornar criadouros do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da Zika e da Chikungunya. Sem falar que eles são altamente poluentes. Quando queimado, o pneu libera monóxido de carbono e dióxido de enxofre.


No entanto, uma solução simples, mas eficiente, pode mudar completamente essa realidade: transformar a borracha dos pneus em asfalto. O reaproveitamento de pneus inservíveis (ou seja, aqueles que a vida útil chegou ao fim) pode trazer economia e resolver um enorme passivo ambiental.

Conhecido como asfalto borracha, a tecnologia já existe no Estados Unidos, na Europa e em Portugal desde 1960, mas por conta de problemas com patentes só começou a ser visto aqui no Brasil em 2001.


Mas como isso funciona?

A logística reversa, ou seja, o recolhimento de pneus inservíveis e a destinação correta fica a cargo da Reciclanip - entidade que reúne os maiores fabricantes de pneumáticos do Brasil. A prática da logística reversa é obrigatória em razão da Resolução CONAMA Nº 416/2009. Por isso, é importante que os proprietários sempre deixem os pneus velhos em pontos que recebam esse tipo de material, como lojas especializadas.

Os pneus inservíveis são coletados e levados para as empresas de reciclagem. Seleciona-se o material nobre do pneu para produção do asfalto-borracha. Desse material, saem os polímeros. O que sobra é utilizado para alimentar os fornos. Os polímeros são transformados em pó de borracha que é adicionado a mistura com o asfalto comum, para fabricação do asfalto borracha.



Para a produção de cada quilômetro do asfalto ecológico são necessários 600 pneus, com um custo 30% maior. Mas os benefícios são maiores! Melhoria das propriedades do asfalto comum, aumentando a durabilidade do pavimento em até 40%. Além da resistência e diminuição de custos de manutenção, a adição da borracha aumenta a aderência, o que ajuda a evitar derrapagens e reduz o spray causado pelos pneus em dias de chuva, garantindo estradas mais seguras.


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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Máquinas trocam embalagens por créditos no Bilhete Único e desconto na conta de luz


Uma startup de São Paulo trouxe para o Brasil um projeto que já faz sucesso pela Europa e Ásia. É uma máquina de reciclagem que reverte embalagens vazias em créditos ou descontos para o consumidor.


Projetada pela Triciclo, a Retorna Machine é uma máquina de venda reversa (reverse vending machine), destinada a recolher resíduos sólidos reutilizáveis e ou recicláveis, como PET, latas de alumínio, embalagens longa vida, vidro. A ideia é evitar que esses materiais sejam descartados de maneira errada e ainda conscientizar as pessoas sobre a importância da reciclagem e da logística reversa fechando o ciclo do produto.


As máquinas de reciclagem ficam em pontos movimentados da Grande São Paulo como estações de metrô, terminais de ônibus e shopping centers.

O funcionamento é bem simples: basta o usuário se cadastrar no site ou app do projeto, levar o recipiente reciclável, inserir na máquina e esperar ela gerar pontos. A máquina reconhece o material por meio de um leitor de código de barras e computa pontos triciclo no perfil do cidadão. Cada garrafa de PET vale 10 pontos, enquanto a latinha vale 15. A cada 100 pontos, o usuário pode resgatar R$0,35 em crédito no Bilhete Único, R$0,27 centavos em desconto na conta de luz ou ainda, podem ser doados para projetos sociais. 


No site e no aplicativo também é possível saber a disponibilidade de cada máquina (o quanto do compartimento está cheio), bem como filtrar pelo tipo de material que cada Retorna Machine coleta (PET, alumínio, Tetrapak, Vidro). Assim você não corre o risco de não conseguir depositar os seus resíduos porque a Retorna Machine está cheia.

Todo o material coletado é tratado pela própria Triciclo (que faz a triagem, classificação, prensa e enfardamento) para envio às cooperativas de catadores de lixo e empresas recicladoras. Em pouco mais de um ano de atividade, as Retorna Machines já coletaram mais de 800 mil embalagens, que foram revertidas em milhares de benefícios sociais.

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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Telhas recicladas de embalagens Tetra Pak

  
  
As embalagens Tetra Pak foram criadas na Suécia nos anos 1950 e ganharam o mundo com a praticidade tão característica dos tempos industriais. Entretanto, o milagre só não é completo porque as embalagens longa vida, quando jogadas no lixo, são um verdadeiro desperdício de recursos naturais. Afinal, jogar uma embalagem dessas no lixo é dar cabo de um curto ciclo de vida do papel, alumínio e plástico, ao mesmo tempo.

Já contamos aqui como são recicladas as embalagens longa-vida, hoje contaremos sobre um dos produtos dessa reciclagem e que é uma ótima alternativa para um enorme problema: a produção de cerca de 188 bilhões de embalagens da Tetra Pak por ano, em todo o mundo. Número assustador, não?

Dentre os processos de reciclagem das embalagens Tetra Pak, existe um que é um processo que permite que o plástico e o alumínio sejam picotados e passam por uma secagem. Então são cobertos por uma camada de filme plástico e prensado a quente. O polietileno derrete e adere ao alumínio formando uma resistente chapa. Ainda quente a chapa é colocada no molde da telha, onde adquire o formato de telha. As telhas são compostas basicamente por alumínio, Pet, Polietileno e Polinylon.

Telha de TetraPak

As telhas feitas com Tetra Pak estimulam a reciclagem, já que são feitas com materiais para os quais os destinos mais comuns seriam os lixões ou aterros sanitários. Desta forma, contribui essencialmente para a sustentabilidade, em especial o meio ambiente.


Ideais para cobertura de residências, galpões, barracões e canteiros de obra, a telha ecológica Tetra Pak é mais resistente que as telhas convencionais, podendo receber cargas de até 150kg/m² e podem ser jogadas ao chão que não trincam. Além disso, podemos listar algumas outras características e vantagens dessas telhas:

  • Alta resistência a flexão. Não quebra, dispensa maiores cuidados no transporte, manuseio e estocagem;
  • Não danifica com chuvas de granizo;
  • Eficiente isolamento térmico (50% a 60% menos calor que telhas de fibrocimento);
  • Material leve (metade do peso das telhas de fibrocimento) que resulta na economia na estrutura da cobertura;
  • Material sem risco a saúde, limpo e sem odor;
  • Material impermeável;
  • Resistente a produtos químicos;
  • Alta resistência ao fogo, não propaga chamas;
  • Fácil fixação, permite o uso de pregos, parafusos e rebites;
  • Pode receber pintura acrílica.


Além da telha de Tetra Pak, há no mercado duas outras opções. As telhas com manta térmica, que são revestidas em alumínio, com acabamento metálico em um dos lados, reduzindo em até 85% a temperatura ambiente além de deixá-la mais resistente que a Tetra Pak simples. E há também as telhas de tubo de pasta de dente, que passam por processo semelhante aos de embalagens Tetra Pak. As fotos abaixo mostram as diferenças de acabamento entre as opções.

Telha com manta térmica

Telha de tubo de pasta de dente

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Papel Semente: O papel reciclado que vira planta


Agora já é possível picar seus cartões de visitas, convites e envelopes e, em vez de jogá-los no lixo, plantá-los. Deles vão brotar árvores, ervas medicinais, flores ou verduras. É, isso mesmo! Você planta seu papel ecológico e terá temperos, ervas ou flores brotando na sua horta ou jardim. Assim, você inicia um novo ciclo de vida e impede que mais lixo seja produzido.



Criada em 2009, a Papel Semente, uma empresa super consciente que faz parte do Sistema B, desenvolveu um papel reciclado, ecológico e artesanal, que recebe sementes de flores ou temperos durante seu processo de fabricação.

O processo fabril se inicia com a reciclagem e a transformação do papel usado e de aparas não utilizadas pela indústria tradicional (coletados por cooperativas certificadas de catadores de papel), e é finalizado com a inserção de sementes. Assim, após a sua utilização, o papel pode ser plantado, gerando vida ao invés de lixo.


A empresa fabrica convites, cartões, flyers, folders, embalagens, etiquetas, envelopes, tags, folhas brancas, ou até mesmo o que você imaginar e preferir com a semente que você escolher, basta entrar em contato e pedir um orçamento clicando aqui. As sementes utilizadas no papel, são bem diversas. Tem Agrião, Cravinho francês, manjericão, rúcula, salsinha, papoula, cenoura, tomate, almeirão, mostarda e margarida gigante branca.


Mas como plantar o seu papel semente? É fácil, basta seguir os passos a seguir: pique e molhe o papel semente em um recipiente, sem danificar as sementes; em seguida, coloque em um vaso com uma leve camada de terra fértil, de até 1 cm por cima. Regue diariamente, mantendo sempre úmido, mas tome cuidado para não encharcar. Estima-se que em até 20 dias, a planta começará a germinar.


Nossos cartões de visita já são feitos com papel semente.


Nós também já temos um vaso lindo, cheio de folhas e já dando diversos brotos.


E vocês? Já conheciam o papel ecológico de sementes? O que acharam? Impressionante, não? Contem pra gente suas impressões. Adoraríamos saber o que vocês têm a dizer. 


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