quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Projeto Educacional Transforma a Vida de Trabalhadores no Canteiro de Obras


O projeto Escola Nota 10, iniciado no ano de 2011, já implantou mais de 170 escolas de alfabetização, inclusão digital e profissionalizantes em seus canteiros de obras. Já são mais de 3.000 colaboradores em todo o país que tiveram a oportunidade de transformar suas vidas por meio do aprendizado, garantindo melhores condições de trabalho e preparação para o futuro profissional.


Desde 2011, a MRV Engenharia desenvolve, através do seu instituto, este programa em todas as suas unidades regionais visando valorizar o profissional dentro da companhia, pois Educação é tratada como um dos pilares mais importantes de sua estratégia de Sustentabilidade.


Os cursos são realizados em salas nas próprias obras e em horário de trabalho do operário, e direcionados a todos os trabalhadores, independente de idade, sexo ou nível de escolaridade.


Confiram os lindos depoimentos de quem já passou pelo projeto. São depoimentos emocionantes de quem está transformando a vida, crescendo e superando dificuldades através dessa nova oportunidade.


Os outros vídeos poderão ser vistos no seguinte link:

Para mais informações sobre o projeto, acesse:




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Projeto Espalha Casinhas Ecológicas Para Animais Abandonados


A catarinense Bruna Uncini estava próxima de sua casa quando avistou, num dia frio, diversos cachorros amontoados tentando se aquecer em uma calçada. Ficou marcada na sua memória também a cena de uma ninhada de filhotes sendo atacada por formigas.


A partir dali, ela sabia que precisava fazer algo pelos animais da cidade de Lages, em Santa Catarina. Assim surgiu o projeto “Ajude Um Animal de Rua” que propõe conscientizar as pessoas sobre a existência de animais abandonados que na maioria das vezes são ignorados pelas pessoas.


Como não podia levar todos os cachorros para casa, ela decidiu espalhar dezenas de casinhas com para que os cães pudessem descansar e se abrigar. Dentro das casinhas haviam rações e cobertores para os cachorros.

O projeto contou com a ajuda de Bruno Hartmann, da Gerência de Proteção Animal de Lages, e Clênia Souza, voluntária do grupo Adote.



Até o momento já são 166 casinhas espalhadas pela cidade. Mas eles querem chegar a 500! O objetivo desse projeto é ainda maior: querem cadastrar, vacinar e castrar todos os animais, além de trabalhar com a conscientização nas escolas, levando palestras, folders e criando responsabilidade social nas crianças.




Conheça mais sobre o projeto clicando aqui. E não se esqueça de fazer a sua parte!



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Aprenda a Fazer um Cachepô de Gatinho Usando Garrafa Pet

Dê um toque divertido a sua hortinha. É fácil de fazer e é sustentável!


Você vai precisar de:

  • Tesoura
  • Garrafa PET
  • Tinta
  • Caneta permanente preta
  • Caneta rosa
Comece cortando a garrafa ao meio e separando a base dela, pois é essa parte que vamos usar; Desenhe o formato do rosto do gato e corte a garrafa novamente; Agora, hora de pintar! Deixe secar por 30 minutos e é só desenhar os olhos, a boca e os bigodes do nosso gatinho; para finalizar, basta fazer o focinho e as orelhas com a caneta rosa.







segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A Nova História de Charles Eisenstein

Ninguém nasce por acaso, senão para alcançar um objetivo determinado. Todos temos um presente, gift, talento ou dom único e necessário para oferecer ao mundo, para isso nascemos, este é o propósito da vida.

Ao ouvir, pela primeira vez, as propostas de Charles Eisenstein meu âmago e mente vibraram em glória. Finalmente alguém estava colocando em palavras tudo que meu coração era capaz de sentir mas minha consciência não sabia bem como explicar.


Sacred Economics (2012) - A Short Film by Ian MacKenzie, teaser com as ideias de Charles Eisenstein e o retorno do presente, gift.

Charles Eisenstein é palestrante, ativista e escritor focado nos temas da civilização, consciência, dinheiro e evolução cultural. Seus artigos e vídeos online nos mostram como seu pensamento filosófico é radical e contra cultural. Eisenstein se formou em Matemática e Filosofia na Universidade de Yale em 1989. Autor dos livros Sacred Economics (Economia Sagrada), Ascent of Humanity (Ascensão da Humanidade) e The More Beautiful World Our Heart Know Is Possible (O Mundo Mais Bonito Que Nosso Coração Sabe Ser Possível). Charles hoje mora na Pennsylvania e escreve para o The Guardian, entre outros.

A sensação de esperança e libertação que seus textos conferem é alimento para o pensamento e o coração. No livro O Mundo Mais Bonito Que Nosso Coração Sabe Ser Possível, Eisenstein expõe como nascemos em um mundo baseado na separação e como esta separação vai contra todo o nosso ser gerando dor e angústia e acrescenta que  somos todos, na realidade,  um só. E, assim, o que fazemos ao outro, fazemos a nós mesmos. Eisenstein propõe um novo paradigma que ele gosta de chamar de “New Story” (Nova História) ou “Story of the People” (História das Pessoas). Nesta Nova História para qual estamos transitando nós somos o mundo. Não estamos somente interconectados, somos o todo.

Ao entrar no aspecto econômico, o autor é ainda mais radical questionando o nosso comportamento disfuncional e consumista como uma simples e fútil tentava de fugir da nossa própria dor vinda da separação. Tema que ele desenvolve com pragmatismo e comprometimento. Eisenstein sugere que o processo de nossa cura virá das margens. Os marginalizados contradizem os paradigmas. Suas ideias e tecnologias vão transformar a agricultura, medicina, mente, restauração ecológica, descarte tóxico e a nossa maneira de se relacionar com energia.

  Com a sucumbência do sistema atual nascerá  a História das Pessoas, na qual a abundância é a experiência natural e a generosidade também será a ação natural.  Quanto mais se oferece, mais se recebe. É, portanto, nesta proposição que é baseado o seu livro Sacred Economics onde apresenta a Gift Economy [1], economia da dádiva, modelo que nos toca profundamente pois em nossos corações sabemos que podemos ser melhores do que somos hoje. E antes que alguém diga que isto é utopia, Charles diria que é cinismo não acreditar.

The Guardian: Teórico e ativista do decrescimento Charles Eisenstein fala sobre os benefícios de uma economia baseada no presente.


Nascemos em uma economia da dádiva, na qual a vida é o maior de todos os presentes, o que nos permite sobreviver. A economia de troca, quid pro quo, nos separa uns dos outros e nos torna contraditórios, enquanto dar e receber presentes cria reciprocidade e confiança. A economia de troca requer escassez para poder funcionar apropriadamente, individualismo e competição. Nos textos e links indicados abaixo, Charles fornece uma discussão sobre a economia da dádiva e sua cultura como um caminho para a paz e abundância para todos. Podemos distinguir entre o dom e a troca, a fim de compreender os dois e, finalmente, eliminar progressivamente a troca.

Não podemos realmente alcançar a independência através de dinheiro. Tudo o que podemos fazer é transferir a nossa dependência de um lugar para outro: de pessoas e lugares ao redor de nós, para o dinheiro e as instituições distantes. A humanidade "civilizada" negou essa dependência durante muito tempo, em busca de domínio sobre a natureza, a transcendência da Natureza. O dinheiro tem sido parte dessa ilusão de domínio. Mas hoje estamos nos movendo para uma era ecológica, procurando juntar-nos ao círculo da vida em todas as suas dimensões - ecológicas e sociais.

Summer por Pierre Puvis de Chavanne

Este deslocamento de um "eu" para "você" - como posso servi-lo, em vez de como você pode me ajudar - é radical no contexto de hoje, mas nada terrivelmente novo. Os antropólogos nos fazem lembrar que o senso comum (comunitário, coletivo, compartilhado) tem raízes mais profundas do que as nossas modernas estruturas sociais individualistas. A economia da dádiva é fascinante e instigante porque faz parte do processo de (re)descobrir esta sabedoria antiga, ancestral.

Eu experimentei viver na gift economy e foi libertador descobrir como as pessoas e o universo  são provedores generosos. É preciso confiar e se entregar. Eu me desafiei e hoje cultivo esta prática em minha vida. Existem milhares de pessoas vivendo na gift economy, no final deste texto estão alguns links de histórias inspiradoras e transformadoras. A responsabilidade para a restauração da humanidade não é somente dos líderes, mas também não é só dos indivíduos, é coletiva, de todos nós.

Mesmo sem saber como retornar ao mundo mais belo, nós temos em nossas células a certeza e sabedoria que somos mais que só isso. Nós sabemos que este mundo novo existe. Este conhecimento vive independente de nossas crenças, embaixo de nossas dúvidas e razão. Seja no nível pessoal ou coletivo, o desespero nunca será completo, pois a brasa do despertar vive em nossos corações.

Nós somos maiores que o medo e a separação. A dúvida, nascida do medo, deve ser respondida com a reflexão: o modelo vigente irá nos levar a lugares onde realmente queremos estar?

Tudo sobre Charles Eisenstein:
Essays/artigos:
Livros: 
Outros videos:
Histórias da Gift Economy:
Quer experimentar? Algumas dicas para começar:
Outras ideias para balançar o esqueleto:



[1] Tradução em português de acordo com Ciências Sociais: Economia de oferta, economia do dom, economia da doação, economia da dádiva ou ainda cultura da dádiva.


Clique para ler mais artigos de Maria Eduarda Souza


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sustentabilidade x Elefantes Brancos: Parque Olímpico da Barra

A localização do Parque Olímpico foi escolhida para, principalmente, aproveitar a estrutura utilizada nos Jogos Pan-americanos de 2007 (Parque Aquático Maria Lenk e Arena Olímpica do Rio) e construir outras arenas de modo racional, para que fiquem como legado para a cidade do Rio de Janeiro, já que após os Jogos, o espaço será destinado à população, como uma área de lazer aberta aos cariocas.
Vista aérea do complexo do Parque Olímpico - Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br

- Nossa preocupação é com a sustentabilidade, em não deixar "elefantes brancos” - afirmou Tânia Braga, Gerente Geral de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Comitê Rio 2016.

Parque Olímpico, na Barra da Tijuca - Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br

Para entender por que o Parque Olímpico tem uma estrutura inovadora na questão Sustentabilidade, fomos convidados a dar um passeio por toda a extensão do Parque para verificar in loco toda a inovação aportada.
Foto: Leonardo Borges/Autossustentável
Foto: Leonardo Borges/Autossustentável


Começamos o tour pelo entorno do Parque, onde 73 mil metros quadrados de área estão sendo restaurados com vegetação de mangue e restinga, em um projeto de longo prazo. Um biólogo responsável faz uma ronda diária verificando a situação da fauna (se algum animal está em risco ou oferecendo risco a alguém). Diversos animais como pássaros e capivaras habitam o local de forma harmônica.
Foto: Leonardo Borges/Autossustentável
Área de Mangue e Restinga - Foto: Leonardo Borges/Autossustentável

Foto: Leonardo Borges/Autossustentável
Área de Mangue e Restinga - Foto: Leonardo Borges/Autossustentável

O Parque conta com espécies nativas de Mata Atlântica, adaptados ao clima da região e a irrigação das plantas é automatizada com sensores de umidade do solo, economizando até 30% de água.

Toda a iluminação do Parque é feita com lâmpadas de LED, aliadas na otimização do uso de energia elétrica. O calçamento é de piso drenante (um deles de borracha reciclada que permite até 90% de infiltração), e também reduz o efeito "ilha de calor" nos dias mais quentes. Além disso, o piso tem boa durabilidade, baixo custo de manutenção e é considerado adequado para a acessibilidade de cadeirantes, com inclinações de no máximo 6%.
Piso Drenante - Foto: Rafael Sena
Piso Drenante - Foto: Rafael Sena/Comitê Rio 2016

A limpeza do Parque está à cargo de 33 cooperativas, com um total de 240 catadores de lixo, que fazem a separação dos resíduos.

A seguir, um pouco do que conhecemos de cada uma das instalações que foram construídas para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

CENTRO OLÍMPICO DE TÊNIS

Centro Olímpico de Tênis - Foto: Renato Sette Camara/Prefeitura do Rio
Centro Olímpico de Tênis - Foto: Renato Sette Camara/Prefeitura do Rio

O Complexo de Tênis seguiu o modelo modular, com arquitetura bioclimática - conceito que visa a harmonização das construções com o meio ambiente de forma a otimizar a utilização dos recursos naturais disponíveis (como a luz solar e o vento).

As duas quadras adjacentes com arquibancadas para 5 mil e 3 mil pessoas feitos com estruturas alugadas, serão desmontados ao final dos Jogos. Já o estádio principal, com capacidade para 10 mil pessoas, se tornará um centro de formação de novos atletas. A ideia é ajudar na criação de um novo ídolo para o esporte, tendo como inspiração a trajetória de Gustavo Kuerten, o Guga.

VELÓDROMO

Velódromo - Rio 2016 - Foto: Leonardo Borges/Autossustentável
Velódromo - Rio 2016 - Foto: Leonardo Borges/Autossustentável

O telhado do Velódromo foi construído com o objetivo de captar água de chuva, fornecendo água para irrigação dos gramados do Parque. A madeira utilizada para montar a pista onde os ciclistas vão correr tem certificação - vem de uma cadeia produtiva sustentável, e não contribui para o desmatamento ilegal. A madeira que sobrou da construção da pista, cerca de 147Kg, foi doada para um projeto social em Morro da Cruz, Porto Alegre. Foi feita uma escada para acesso a sede, bancos e brinquedos para as crianças do projeto.

ARENAS CARIOCAS

Arenas Cariocas - Foto: Renato Sette Camara/Prefeitura do Rio

Depois que os Jogos terminarem, elas servirão de arena multiuso, ginásio experimental olímpico e centro de treinamento. A Arena Carioca 3 vai se transformar no GEO – Ginásio Experimental Olímpico – Escolas Municipais voltadas para a educação esportiva com capacidade para 850 alunos. O teto pode ser modificado para a utilização de iluminação natural. A Arena 2 vai ser um centro de treinamento e a Arena 1 será um centro de excelência esportiva com estrutura para até 12 modalidades.

Nessas arenas, também existe o aproveitamento da chuva e uma tela metálica na fachada permite que o ar circule e os espectadores tenham conforto térmico. Durante o dia, ainda há iluminação natural que favorece a iluminação no interior das arenas, aliviando o consumo de energia elétrica nos refletores.

ESTÁDIO OLÍMPICO DE ESPORTES AQUÁTICOS

Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos - Rio 2016 - Foto: Leonardo Borges/Autossustentável
Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos - Rio 2016 - Foto: Leonardo Borges/Autossustentável

Feito de estrutura que pode ser desconstruída e reaproveitada, e composta por 10 mil orifícios para a ventilação de ar natural e consequente economia de energia. Futuramente, se transformará em dois ginásios (um deles será descoberto), que serão instalados em áreas onde hoje não há opção para práticas de esporte.

ARENA DO FUTURO

Arena do Futuro - Rio 2016 - Foto: Leonardo Borges/Autossustentável
Arena do Futuro - Rio 2016. Foto: Leonardo Borges/Autossustentável

Instalação onde estão sendo disputadas as competições de handebol e golbol, é desmontável e se transformará em quatro escolas municipais para até 500 alunos cada em diferentes localidades da cidade do Rio de Janeiro.