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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Arena da Amazônia: Legados e Perspectivas

De início, alerto que alguns podem me descredenciar como pessoa mais indicada para dissertar sobre os problemas da Copa do Mundo. Sim, comprei um ingresso e assisti os dribles de Neymar e Cia. contra os Camarões no Estádio Mané Garrinha em Brasília no dia 23.06.2014.

Autossustentável: Camisa Seleção Brasileira

Por outro lado, não sou um dos entusiastas do longo e conturbado processo que culmina no evento esportivo, apenas mais um amante do futebol e da seleção canarinho. Coisas distintas devem ser tratadas de formas distintas e uma eventual vitória não será por causa do Poder Público brasileiro, mas apesar dele.

Na área ambiental, porém, é possível vislumbrar alguns pontos positivos das medidas adotadas em alguns estádios, mesmo que não permitam desconsiderar os equívocos também nesse setor como o lançamento de aproximadamente 2,75 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera por conta do torneio de futebol conforme estudo da FGV.

A reutilização da água da chuva na Arena da Amazônia da cidade-sede Manaus pode ser citada como uma alternativa a ser celebrada, na medida em que foi considerado o alto índice pluviométrico da região e tende a ser responsável por reduções de consumo de 45% da água em relação ao funcionamento normal de arenas multiuso. Cumpre destacar que as vigas da cobertura do estádio atuam numa espécie de calha para uso nas descargas dos banheiros visando mitigar o consumo de água.

Autossustentável: Arena da Amazônia
Arena da Amazônia

Autossustentável: Arena da Amazônia
Arena da Amazônia

Noutras medidas, cita-se, aqui, a instalação de uma estação própria de esgoto e de torneiras controladas por meio eletrônico para irrigação do gramado e o reaproveitamento dos entulhos do antigo Vivaldo Lima, no qual tive o privilégio de assistir um Torneio Início do Campeonato Amazonense, como ações sustentáveis da mais nova arena desportiva de Manaus. O projeto arquitetônico, aliás, possui uma fachada no formato de uma cesta indígena que valoriza a cultura local [1].

Após versos de positividade perante a Copa do Mundo 2014, ainda cabe a constatação: o evento não se resume aos belos e modernos estádios “padrão FIFA”. Pessoalmente, sou descendente de amazonense, o que me aproxima umbilicalmente com os problemas da região.

Não se pode e nem se deve tapar o sol com a peneira como se diz na popular expressão e graves problemas de deslocamento urbano proporcionado por um sistema caótico de transporte público ainda continuam pendentes de urgentes soluções pelo Poder Público amazonense. Noutro problema, os times de futebol do Amazonas não estão presentes nas principais divisões do Campeonato Brasileiro e como visto na Copa da África os altos custos afastam jogos de menor porte. Quem pagaria a conta de um estádio fechado? Como sempre, os próprios cidadãos.

Autossustentável: Transporte Urbano Lotado
Fonte: ACRITICA.COM

Não é demais lembrar que no ano de 2014 também serão realizadas as eleições federais e estaduais, sendo, pois, uma grande oportunidade de responder nas urnas uma indignação.


Havia um cenário propício para que o Brasil organizasse uma verdadeira Copa Verde ou uma Copa Sustentável propriamente dita. Infelizmente, o retrato apontado indica ações pontuais. Quem sabe numa próxima vez...

terça-feira, 24 de junho de 2014

O Que Você Vê no Espelho?

Para começar a responder essa questão, proponho começarmos com um exercício simples: vá para frente de um espelho, preferencialmente sozinho, e se olhe sem pressa. Tente, se possível, se despir dos seus pudores, preconceitos e julgamentos de valores. Desta vez, não foque seu olhar apenas em sua aparência física, ou no que você acha que mostra às pessoas. Tente focar em outra parte de você: quem você realmente é por trás daquilo que você mostra ao mundo. A partir daí, se faça as seguintes perguntas:

“Você se orgulha da pessoa que é?”
“Das suas ações?”
“Da forma como vive?”
“Como você se mostra para o mundo?”
“Aquilo que você transmite é realmente o que você é ou deseja transmitir?”
“Seus pensamentos e atitudes estão em conformidade?”
“Ou você anda agindo contraditoriamente às suas crenças?”
“O que você gostaria de mudar ou melhorar em você para ser aquilo que você almeja?”


Apesar de um exercício simples, ele não é fácil. Analisar-se dessa forma mais profunda, às vezes, pode ser chocante. Podemos nos deparar com uma pessoa muito diferente daquela que pensamos ser ou daquela que queremos ser. Não que sejamos falsos ou mentirosos, nada disso. É que muitas vezes estamos tão envoltos em tantos outros planos, projetos e ações que não paramos para pensar no nosso projeto mais íntimo: nós mesmos. Sim, nós também somos um projeto em constante e infinita mudança. Na verdade, cada dia que vivemos já nos modifica de alguma forma, mesmo que imperceptível aos nossos olhos, por isso, também merecemos esse tipo de atenção e cuidado. O que no fundo é ótima notícia: todos os dias são novos recomeços, a cada manhã temos a chance de buscar ser aquilo que queremos ou melhorar aquele aspecto negativo que nos incomoda. Basta se conhecer, reconhecer e querer.

Você deve estar achando que esse artigo é um velho papo de auto-ajuda, daqueles com os quais somos bombardeados, diariamente, sem qualquer fundamento, certo? Pois é, até parece mesmo, admito. Na verdade, isso foi o que aconteceu comigo em dezembro de 2011, acidentalmente, e desde então, passei a prestar mais atenção no personagem principal desse meu projeto maior chamado “vida”, afinal, sem ele, nada seria possível. Na verdade, o que vi no espelho, naquele dia, foi justamente o oposto de tudo aquilo que eu admirava. Vi uma menina desgostosa, descuidada, triste e amarga, refletida no espelho. Fisicamente, tinha acabado de entrar na obesidade grau 1, completamente dominada pela compulsão pela bebida, comida e cigarro. Uma imagem um tanto quanto pesada de se encarar.

Autossustentável: O que você vê no espelho?

Foi quando decidi que não precisava ser assim, que me tornaria aquela pessoa que eu tinha em mente e que sentiria orgulho quando me olhasse no espelho ou quando deitasse a cabeça no travesseiro todos os dias para dormir. E assim o tenho feito. Não, não mudei minha personalidade, nem virei outra pessoa ou encarnei um personagem. Continuo possuindo os mesmos defeitos de antes e digo até que posso ter adquirido novos, não sou feliz o tempo todo, nem todos os dias estou de bom humor. Cometo um monte de erros a todo tempo, não tenho aquela vida perfeita de comercial de margarina, pelo contrário. Na verdade, estou muito longe de ser exemplo de qualquer coisa, mas ainda assim, tenho a certeza que a cada dia sou a melhor versão que posso ser de mim mesma. Por isso tenho muito orgulho do que vejo no espelho todos os dias, e não digo isso pelos 30 kg perdidos ou pelo fato de ter parado de fumar, digo isso pela pessoa que consigo ver que sou hoje e pelo o que eu posso oferecer de bom para aquelas que me cercam.

Autossustentável: Carlos Drummond de Andrade - Felicidade

O que quero dizer com isso tudo é que mudar pode ser muito mais simples do que parece depois que passa o choque do primeiro impacto. E que, infelizmente (ou felizmente), não existe fórmula mágica ou padrão e nem momento certo pra isso, cada um vai encontrar seu caminho, até porque, cada um tem conflitos e problemas únicos. Quando decidi investir no meu projeto “Patricia 2.0”, uma das minhas metas pessoais era fazer, pelo menos, um bem por dia para alguém, seja essa pessoa quem for (mais tarde entramos nesse assunto com a atenção que ele merece). Então pensei: “por que não escrever sobre isso e convidar mais pessoas a também fazer esse exercício e identificar o que elas não gostam ou o que elas gostariam de mudar para se sentirem melhores?”. Assim como esse pequeno ato desencadeou várias reações bacanas em minha vida, talvez ele possa também ajudar outras pessoas, fazendo bem a elas. E o bem feito a alguém, por menor que seja, sempre nos faz um pouquinho melhores e nos ajuda a crescer.

Autossustentável: Felicidade

Então, que tal realizar o exercício do início do artigo e começar o seu próprio projeto? Mas não esqueça de realizá-lo constantemente, avaliando os resultando alcançados, balanceando não somente seus pontos fracos ou negativos, mas também suas qualidades, ressaltando, principalmente, o seu avanço em direção aquilo que te faz bem.


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sábado, 21 de junho de 2014

Consumindo e Preservando Somente o Digno

A perda de tempo é descomunal e, às vezes, chega a ser cômica. Não poucas vezes nos distraímos reparando os erros alheios e gravitando em torno deles por meio de críticas e ofensas, não notando que, talvez, nesse meio tempo, estejamos incorrendo na mesma falha.

Como evitar essa situação e melhorar sua percepção de que o planeta precisa, sim, de VOCÊ?

Autossustentável: A Mãe Terra
Fonte: Proyecto Ambiental Educativo "Aureola" A. C.

Preservamos porque temos medo de, futuramente, não conseguirmos conquistar novamente aquilo que temos. E acreditamos que possuímos o que temos agora por alguma casualidade. Porém, nem tudo que possuímos é digno de preservação. Frequentemente atualizamos nosso status nas redes sociais, a fim de preservar nossa “imagem”, não curtimos o momento e fazemos tudo pela internet porque é mais seguro. Preservamos nossa mente, nos isolamos em nossa individualidade, pois compreender a diversidade fere nosso ego e nossa realidade pré-estabelecida.

Consumimos porque não temos o suficiente ou não existe o suficiente. “Consumimos” pessoas para suprir nossa demanda de carência, alimentando ainda mais a solidão, tudo isso por medo de, pela passagem do tempo, não sermos mais tão atraentes daqui a alguns anos. Consumimos cosméticos para ficar cada vez mais belos e assim driblar nossa carência de atenção. Consumimos muito de tudo porque (achamos que) não temos o suficiente. Contudo, nem tudo é digno de consumo.

Autossustentável: Consumo x Consome-te!

Precisamos ter a consciência de que somos fortes o suficiente para nos libertar de tudo aquilo que faz nossas vidas retrocederem e construir um novo templo interno, mais iluminado e saudável. Habilitar nosso subconsciente para bloquear os ataques das propagandas que nos impõe padrões de beleza, consumo e acúmulo doentio de capital. Preservar aquilo que merece ser preservado – a nossa saúde, a nossa casa, o nosso meio, o nosso ambiente, o nosso planeta, a nossa vida. Habilitarmo-nos para consumir coisas dignas de consumo, isto é, alimentos saudáveis, informações úteis, bens materiais sem excesso. E, principalmente, não perdermos tempo observando e julgando o possível erro alheio, pois isso nos afasta do autoconhecimento, e, consequentemente, da autocrítica.

A atitude ambientalmente correta é como uma religião, ela deve ser exercida e reforçada dia após dia, alimentada, habilitada e aprimorada. É um estilo de vida onde a divisão, o compartilhamento gera a multiplicação, a propagação de atitudes positivas.

Por enquanto, somos um exército invisível, mas a difusão de conhecimentos possibilitará a mudança deste quadro.

Saudações verdes a todos os leitores.

Uni-vos, consumam e preservem somente o digno!


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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Empresas que Desenvolvem Práticas Sustentáveis

Depois de escrever artigos sobre Práticas de Moda Sustentável e Materiais Sustentáveis muitas pessoas me perguntaram onde poderiam encontrar aqueles materiais ou empresas que desenvolviam práticas sustentáveis. Por isso, decidi contribuir com o pequeno conhecimento que possuo sobre algumas marcas. A intenção não é fazer propaganda, mas sim mostrar bons projetos e atitudes de algumas empresas.

Autossustentável: Empresas Sustentáveis

Entre empresas que buscam alternativas, a Osklen se destaca por desenvolver práticas sustentáveis há algum tempo. Quando Oskar Metsavaht lançou a sua marca, paralelamente apoiou expedições e projetos nas áreas esportiva, social e ambiental e quando perguntado sobre o assunto, afirmava com frequência que muito além de vender roupas, queria transmitir uma filosofia de vida de equilíbrio e harmonia com o meio ambiente. Entre muitos projetos da marca, vale destacar a parceria com a ONG (Organização Não Governamental) Esplar, que atua diretamente em municípios do semi-árido cearense, e desenvolve atividades voltadas para a agroecologia praticada pelas famílias locais. A Osklen é responsável pela compra de toda a produção de algodão orgânico desse projeto, utilizando-o para a confecção de tecidos que não usam processos químicos em seu tingimento.[1] Totalmente engajado com a causa, Oskar Metsavaht também fundou o “Instituto E, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) focada em promover os princípios do desenvolvimento humano sustentável. O “Instituto E” conta com alguns projetos como o mapeamento de e-fabrics e o projeto traces. O mapeamento de  e-fabrics diz respeito ao estudo da origem da matéria prima, do impacto do processo produtivo, da preservação da diversidade e das relações desse processo com as comunidades. Enquanto que o projeto traces, desenvolvido em parceria com o IMELS (Italian Ministry for Environment, Land and Sea) e com o Fórum das Américas e com a colaboração do Senai-Cetiqt, realizou o rastreamento da pegada de carbono, análise do ciclo de vida e impactos socioambientais de seis produtos confeccionados com os seguintes e-fabrics usados pela Osklen: algodão orgânico, algodão reciclado, PET reciclado, couro de pirarucu, eco-juta e algodão orgânico. Contando ainda com projetos de soluções ambientais e diminuição de resíduos para shoppings e indústrias, recuperação de parques, entre outros, o “Instituto E” já é reconhecido mundialmente na sua trajetória de ajuda ao meio ambiente. 

Autossustentável: Sustentabilidade na Internet

Uma outra empresa que tem uma história interessante na área de práticas sustentáveis é a Natura, que 1983, teve a iniciativa de oferecer a opção de refil para seus produtos. Os refis possuem massa média 54% menor que a da embalagem regular, o que permitiu a empresa deixar de gerar 2,2 mil toneladas de embalagens no meio ambiente. Após essa inovação, a Natura passou a desenvolver novos produtos a partir de espécies nativas, através da utilização de modelos ecológicos de produção vegetal com o programa de certificação de matérias-primas em parecerias com comunidades que a fornecem. Mais tarde, também foi adotada a Tabela Ambiental, que informa sobre o impacto de cada um de seus produtos; passou-se a utilizar álcool orgânico certificado em substituição ao álcool comum; e houve a adoção do Programa Carbono Neutro, que reduz e compensa as emissões de carbono calculadas com base na cadeia produtiva desde a extração até o descarte. Quanto aos projetos sociais, se destaca o Programa Natura Crer para Ver, que desde 1995 desenvolve iniciativas que contribuem para melhorar a qualidade da educação pública.[2] Além disso, a Natura é a única empresa da América Latina no B-Team, grupo de liderança de diversos setores econômicos que busca a real integração entre o bem estar social, ambiental e econômico.[3]

sábado, 14 de junho de 2014

A Cultura do Exagero – Por Que Tanto?

O lanche da manhã que a nutricionista prescreveu é um suco verde. Verduras e legumes crus que não consigo comer durante as refeições são liquidificados em 200 ml de suco verde escuro e às vezes com gosto estranho. Mas por quê? Porque eu costumo exagerar em algum ingrediente e, hoje foi o gengibre. O suco ficou picante!



A cultura é nossa forma de agir, baseada em todos aqueles saberes, crenças e hábitos da comunidade em que vivemos. Diariamente fazemos escolhas que são inconscientemente baseadas em regras e costumes antigos e que hoje já nem fazem mais sentido. Contudo, cultura também engloba tudo aquilo que vamos criando a partir do que aprendemos e sabemos. A cultura nos guia, porém também mudamos a cultura sistematicamente. Somos criatura e criador ao mesmo tempo.

Tenho estudado muito sobre isso e cada dia mais percebo o quanto o processo cultural é automático. Não pensamos, simplesmente agimos e se alguém perguntar o porquê fazemos algo de uma determinada forma ou outra, a resposta será: é o correto. Mas o correto de acordo com o que? Quem disse que o certo é desta forma?

Enquanto tomava de forma obediente e contrariada meu suco verde de puro gengibre hoje pela manhã, lembrei que já conversei com a nutricionista várias vezes sobre isso. Meu cérebro me diz que devo colocar bastante comida no prato, ou ter muita variedade no suco, ou ainda ter um bom estoque de alimentos em casa. E isso vem da cultura alemã da qual sou descendente. Estocar comida, pois eles chegaram ao país fugindo da guerra e precisavam garantir o seu alimento. Ainda percebo que para muitos no sul do país – alemães, italianos e espanhóis, principalmente –  ter uma mesa farta significa que há riqueza e prosperidade, significa compartilhar carinho, etc. Talvez por isso eu exagere na minha alimentação.

Autossustentável: Exagero na Alimentação

Olhando mais de perto, na verdade também há exagero com livros, tecidos para artesanato... alguns exageram nos sapatos, outros nos jogos, na bebida. O próprio copo que usamos em casa ou que vemos nos bares é cada vez maior. Quando parei, há dois anos, de tomar o suco verde estava intoxicada por excesso de um nutriente que envenena. A medida do suco é 200 ml ou um copo americano, também serve o copo do requeijão. Mas o copo que você usa em casa não é maior que o copo de requeijão? Quando você vai beber suco, refrigerante, cerveja, o copo de requeijão não parece pequeno? E há ainda o supra-sumo disso que é a possibilidade de encher seu copo novamente em alguns restaurantes – o refil grátis. Quando era criança o guaraná vinha em garrafa de 600 ml – igual à de cerveja – e dividíamos entre 13 primos! Hoje uma criança bebe 600 ml de refrigerante e ainda quer mais.

De onde vem essa necessidade de termos tanto? Precisamos muito, bastante, mais, outro do mesmo, outro grátis, outro de brinde... mais tempo, mais dinheiro, um outro produto melhor, mais moderno, mais adequado...

Os filósofos antigos já exaltavam a moderação, os orientais modernos continuam a falar em equilíbrio, meio termo, meus pais me falavam de parcimônia. Há tanto tempo estamos sendo alertados e ainda não ouvimos? Que tipo de mensagem precisamos?

Em relação à natureza não é difícil perceber que o excesso de consumo dos recursos naturais afetou o equilíbrio e gerou a escassez. Também há excesso de lixo, em decorrência do excesso de consumo de bens materiais. O excesso de procura gerou a produção de bens em excesso e que precisam ser vendidos. Para produzir rápido e barato é necessário produtos de pouco valor e que ao serem substituídos não servem para nada mais.

Autossustentável; Desperdício e Resíduos

É preciso mais moradias e moradias maiores para guardar tudo aquilo que adquirimos, todos os filhos que tivemos e toda a nossa necessidade de espaço. Nos tornamos muitos, mas será que precisamos de muito? E precisamos para que? Para nos sentirmos bem? Mas você não sente que a cada aquisição você continua insatisfeito? Se o refrigerante não te faz sentir bem com 200 ml, por que 1, 2 ou 3 litros fariam? Se com um sapato você não é feliz, será que mais 20 a deixarão feliz? Porque tanto? O que na nossa cultura gera essa necessidade do exagero?

Autossustentável: Consumismo Dalai Lama

Como disse no início somos compelidos pela cultura, mas também a criamos, simultaneamente. Sendo assim, o que precisamos fazer para reverter isso?

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