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sábado, 26 de julho de 2014

O Terceiro Setor e Sua História na Sociedade Brasileira

No cenário atual, onde a moda é a sustentabilidade e a grife é a responsabilidade social, muito se fala em terceiro setor e pouco se fala sobre conceitos e histórico de surgimento do mesmo. As chamadas organizações da sociedade civil sem fins lucrativos estão cada vez mais reguladas e exercem um importante papel junto ao governo e à iniciativa privada no que se refere ao financiamento de projetos socioambientais.

Autossustentável: Organizações da Sociedade Civil sem fins lucrativos

Em primeira instancia, quando pensamos em terceiro setor, naturalmente o excluímos do mercado e do estado. Segundo Carlos Eduardo Guerra Silva (2010), alguns autores sugerem que o terceiro setor deriva de uma ligação entre as finalidades do primeiro setor e a natureza do segundo, ou seja, uma mistura entre organizações que mesmo não sendo do governo, visam benefícios coletivos, e ainda que não objetivasse o lucro, são de natureza privada.

As entidades sem fins lucrativos têm em sua essência cinco premissas fundamentais: não distribuir lucros ou excedentes entre seus líderes e funcionários; ser privada; ser voluntária (no sentido de ter sido criada voluntariamente, mas não necessariamente nem exclusivamente possui voluntários em seus quadros de funcionários); ser capaz de autogerir-se; ser institucionalizada (existir formalmente).

Dentro deste enorme guarda-chuva podemos citar as organizações prestadoras de serviço como saúde, educação, lazer e cultura sendo percebidas em forma de escolas, centros de pesquisa e de profissionalização, museus, orquestras sinfônicas, hospitais, asilos, creches, clubes, confrarias e associações esportivas, dentre outras. Bem como as entidades que lutam por direitos diversificados como questões antidiscriminatórias, ambientais e sociais, como associações de bairro, sindicatos, associações profissionais, de proteção à flora, comunidades tradicionais, entre tantas outras.

Juridicamente falando, as instituições e ONG´s não possuem definições legais, são apenas nomes dados às diversas organizações sem fins lucrativos com diferentes finalidades. Quanto às definições de associações e fundações, apesar de constantemente serem confundidas ou mal interpretadas, existem diferenças claras e legais entre elas.  Paulo Haus Martins (2014) esclarece que, uma associação é fundamentalmente constituída pela união de pessoas que se organizam para fins não econômicos e sem distribuição de lucros aos acionistas. Já uma fundação, é a maneira de dar vida própria a um patrimônio. É constituída por um criador, através de uma escritura pública ou testamento, que especifica o fim a que se destina, e a maneira de administrá-la.

No Brasil, as organizações religiosas deram início ao movimento no terceiro setor. Os problemas sociais agravados pela industrialização e urbanização a partir da década de 1930, favoreceram o aumento das organizações assistenciais. Nessa época surgem também as organizações sem fins lucrativos como sindicatos e associações profissionais, que defendiam interesses coletivos mais específicos, especialmente aos operários.

Segundo informações da Ashoka (2001), nos anos 1990, mudanças significativas no terceiro setor são impulsionadas principalmente devido a uma maior exigência do Estado com certas práticas de gestão, e é nesta época que discorrem as distinções entre natureza pública e corporativa das organizações sem fins lucrativos. Estes movimentos ocorreram de forma similar mundo afora, e a globalização ajudou a consolidar tais práticas.

Vale lembrar que, o fortalecimento econômico do Brasil e as crises sociais na África levaram a um redirecionamento dos recursos, e a um maior rigor na seleção das ONGs e projetos financiados por parte das organizações internacionais. Estas passaram a exigir mais profissionalização e prestação de contas, em parte devido aos diversos casos de corrupção e desvios de verba em fundações, instituições e organizações ditas de terceiro setor.

Autossustentável: Configuração do terceiro setor no início do século XXI
Fonte: SILVA, C. E. G. Gestão, legislação e fontes de recursos no terceiro setor brasileiro: uma perspectiva histórica. In: Scielo Brasil

Desta forma, as organizações do terceiro setor passaram a criar seus próprios grupos representativos, como a Associação Brasileira de Organizações não Governamentais - ABONG e o Grupo de Institutos Fundações e Empresas – GIFE, decorrente principalmente de fatores e exigências pela transparência dessas organizações.

Em pesquisa realizada pelo IBGE em 2010, verificou-se que os grupos mais vulneráveis da população - crianças e idosos pobres, adolescentes em conflito com a lei e portadores de necessidades especiais - eram assistidos por 10,5% das entidades no Brasil, enquanto educação e pesquisa ficavam com 6,1%,e saúde2,1%. Já entidades voltadas à preservação do meio ambiente e proteção animal representavam 0,8% do total.

As Fasfil- Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos - concentravam-se na região Sudeste, Nordeste e Sul consecutivamente, estando menos presentes no Norte e Centro-Oeste. Segundo o IBGE, mais de 70% das Fasfil apoiam-se em voluntários e prestadores de serviços autônomos, e 62,9% dos assalariados são mulheres.

Hoje, a expansão e a diversificação das organizações continuam através do movimento da Responsabilidade Social, com o setor empresarial atuando de forma organizada no terceiro setor. O envolvimento das empresas ocorreu através da intensificação de doação de recursos e parcerias com as ONGs, além da criação de suas próprias fundações e institutos empresariais, que passaram a desenvolver seus próprios programas e projetos (BNDES, 2001).

Autossustentável: Organizações da Sociedade Civil sem fins lucrativos

Por fim, esta atuação empresarial e visão de mercado no terceiro setor reforçam ainda mais a tendência de modernização e profissionalização das organizações sem fins lucrativos como um todo.


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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Alemanha: Campeã na Bola e na Sustentabilidade

A Copa do Mundo chegou ao fim. Os noticiários, as rodas de conversa e o planeta da bola não param de celebrar a grande campeã desta copa, dentro e fora de campo. A Alemanha alternou entre bom desempenho e vitórias convincentes nos gramados com shows fora de campo ao longo de toda a sua estadia no Brasil. Nos noticiários esportivos, a bola da vez é a pequena revolução que o país realizou nas estruturas do futebol desde o fracasso na Copa de 2002, em que perdeu a final para o Brasil após uma campanha pouco convincente. Mas as reformas estruturais que culminaram com o grande título conquistado, celebrado como a competência de uma nação organizada que colhe os frutos de seu planejamento de longo prazo não é por acaso [veja mais], são reflexo da forma como agem os alemães em quase todas as áreas de sua sociedade. Ao contrário do Brasil, a Alemanha, efetivamente, faz gols, faz escolas, faz hospitais e também produz energia limpa, recicla seu lixo e educa seus cidadãos.

Autossustentável: Alemanha

Quarta maior economia do mundo, sendo a maior da Europa, a Alemanha se recriou após a queda do muro de Berlim com sólidos resultados nas áreas social e ambiental, se tornando uma das campeãs mundiais em sustentabilidade. Desde 2002 o governo se baseia em uma Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável, com vistas a alcançar a equidade entre as gerações, a qualidade de vida, a coesão social e a responsabilidade internacional, produzindo relatórios bianuais com base em indicadores-chave de mais de 20 áreas. Os resultados indicam que o país tomou um caminho sem volta e se consolida, ano a ano, na vanguarda da responsabilidade socioambiental.

Quando o assunto é energia alternativa, cuja produção impõe menores impactos socioambientais, a Alemanha é líder absoluta com a maior produção de energia solar do mundo e a segunda maior potência instalada em energia eólica [1] (acaba de ser ultrapassada pela China). Apenas com a força dos ventos [2] o país é capaz de produzir 35 GW/ano, cerca de três vezes a capacidade instalada do gigantesco e altamente impactante projeto da UHE Belo Monte, no Pará. No caso da energia solar não existem rivais para os alemães, produtores de 35% de toda a energia do mundo, e parte do sucesso pode ser explicado por uma forte política de incentivos à produção descentralizada, onde empresas e casas já contam com cerca de 1,4 milhão de sistemas fotovoltaicos instalados. A meta é quadriplicar a produção até 2020, chegando a 20% da demanda energética do país, que tem bem menos da metade da insolação brasileira.

Autossustentável: Bairro que utiliza energia solar na Alemanha
Bairro que utiliza energia solar na Alemanha. Fonte: Ciclo Vivo.

Outro assunto em que a Alemanha é campeã é a mobilidade urbana. Na capital, Berlim, é possível chegar a qualquer lugar da cidade de bicicleta. A malha cicloviária já ultrapassa os 1.000 km, cerca de quatro vezes mais que São Paulo, tendo um terço do tamanho da metrópole brasileira. Estima-se que para cada carro alemão existam 1,5 bicicletas [veja mais], mesmo o país sendo berço de várias das maiores montadoras do mundo. A segunda maior cidade do país, Hamburgo, vai além: cansada de ver os automóveis como principal meio de transporte urbano, um projeto planeja eliminar a necessidade de carros na cidade em 20 anos, com a exclusão do acesso de veículos a áreas específicas e a criação de um conjunto de rotas verdes que permitam o deslocamento por bicicletas e a pé [3].

Autossustentável: Cresce a importância das bikes em Berlim
Cresce a importância das bikes em Berlim. Fonte: Trilhas BR.

Separar o lixo doméstico também é um hábito do país tetracampeão. A Alemanha é o país que mais recicla lixo no planeta, em conjunto com a vizinha Áustria chegam a reciclar mais de 60% do total de lixo, tendo mais que o dobro da média de seus vizinhos europeus e pelo menos 12 vezes mais que a cidade de São Paulo. Seu sistema de reciclagem é dividido entre papéis, orgânicos, recicláveis comuns (alumínio, vidros, metais) e não recicláveis, e é obrigatório a todo cidadão que faça a separação desde a década de 1990 [4]. Os alemães pagam tarifas diferenciadas de acordo com a quantidade e qualidade do lixo produzido, sendo mais caro dispor resíduos não recicláveis, o que acaba por estimular o consumo consciente. A última questão a ser resolvida em relação aos resíduos urbanos é a alta taxa de incineração de materiais não recicláveis [5], que chega a mais de 20% de todos os resíduos produzidos - não existem aterros no país, e apenas materiais altamente tóxicos são descartados após condicionamento especial.

Autossustentável: Coleta Seletiva Alemanha
Os tonéis de cores diferentes numa rua de Berlim: reciclagem virou mania nacional.

Não é à toa que os representantes do país que tem o quinto melhor índice de desenvolvimento humano do mundo deram um show ao longo de toda sua visita ao país. Para quem se acostuma desde cedo a fazer o dever de casa, suas ações são naturais e chocam quem não está acostumado [veja mais]. A dança com os índios pataxós, em meio à celebração dos 36 anos de Miroslav Klose soam estranhas quando consideramos o descaso com que o Brasil vem tratando suas populações indígenas, fator que se agrava dia após dia pelas pressões da bancada ruralista no Congresso e o descaso do governo federal [veja mais]. Os alemães foram além, doaram 10 mil euros aos Pataxós baianos e, ao redor da recém conquistada taça do mundo, fizeram a tradicional dança que aprenderam nos rituais indígenas. Que seu respeito e simpatia para com os índios, normalmente muito mais valorizados por estrangeiros que pelos próprios brasileiros, sirvam de exemplo tanto quanto a experiência da cidade mais sustentável do mundo, Freiburg, [veja mais] e os inúmeros bons índices de sustentabilidade germânicos.

Autossustentável: Sustentabilidade e Novas Gerações

"Quem gasta sistematicamente mais do que produz vive à custa das gerações vindouras e compromete o futuro" – Angela Merkel, 2012.




[1] Fonte: EcoD 
[4] Fonte: DW Notícias.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Arena da Amazônia: Legados e Perspectivas

De início, alerto que alguns podem me descredenciar como pessoa mais indicada para dissertar sobre os problemas da Copa do Mundo. Sim, comprei um ingresso e assisti os dribles de Neymar e Cia. contra os Camarões no Estádio Mané Garrinha em Brasília no dia 23.06.2014.

Autossustentável: Camisa Seleção Brasileira

Por outro lado, não sou um dos entusiastas do longo e conturbado processo que culmina no evento esportivo, apenas mais um amante do futebol e da seleção canarinho. Coisas distintas devem ser tratadas de formas distintas e uma eventual vitória não será por causa do Poder Público brasileiro, mas apesar dele.

Na área ambiental, porém, é possível vislumbrar alguns pontos positivos das medidas adotadas em alguns estádios, mesmo que não permitam desconsiderar os equívocos também nesse setor como o lançamento de aproximadamente 2,75 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera por conta do torneio de futebol conforme estudo da FGV.

A reutilização da água da chuva na Arena da Amazônia da cidade-sede Manaus pode ser citada como uma alternativa a ser celebrada, na medida em que foi considerado o alto índice pluviométrico da região e tende a ser responsável por reduções de consumo de 45% da água em relação ao funcionamento normal de arenas multiuso. Cumpre destacar que as vigas da cobertura do estádio atuam numa espécie de calha para uso nas descargas dos banheiros visando mitigar o consumo de água.

Autossustentável: Arena da Amazônia
Arena da Amazônia

Autossustentável: Arena da Amazônia
Arena da Amazônia

Noutras medidas, cita-se, aqui, a instalação de uma estação própria de esgoto e de torneiras controladas por meio eletrônico para irrigação do gramado e o reaproveitamento dos entulhos do antigo Vivaldo Lima, no qual tive o privilégio de assistir um Torneio Início do Campeonato Amazonense, como ações sustentáveis da mais nova arena desportiva de Manaus. O projeto arquitetônico, aliás, possui uma fachada no formato de uma cesta indígena que valoriza a cultura local [1].

Após versos de positividade perante a Copa do Mundo 2014, ainda cabe a constatação: o evento não se resume aos belos e modernos estádios “padrão FIFA”. Pessoalmente, sou descendente de amazonense, o que me aproxima umbilicalmente com os problemas da região.

Não se pode e nem se deve tapar o sol com a peneira como se diz na popular expressão e graves problemas de deslocamento urbano proporcionado por um sistema caótico de transporte público ainda continuam pendentes de urgentes soluções pelo Poder Público amazonense. Noutro problema, os times de futebol do Amazonas não estão presentes nas principais divisões do Campeonato Brasileiro e como visto na Copa da África os altos custos afastam jogos de menor porte. Quem pagaria a conta de um estádio fechado? Como sempre, os próprios cidadãos.

Autossustentável: Transporte Urbano Lotado
Fonte: ACRITICA.COM

Não é demais lembrar que no ano de 2014 também serão realizadas as eleições federais e estaduais, sendo, pois, uma grande oportunidade de responder nas urnas uma indignação.


Havia um cenário propício para que o Brasil organizasse uma verdadeira Copa Verde ou uma Copa Sustentável propriamente dita. Infelizmente, o retrato apontado indica ações pontuais. Quem sabe numa próxima vez...

terça-feira, 24 de junho de 2014

O Que Você Vê no Espelho?

Para começar a responder essa questão, proponho começarmos com um exercício simples: vá para frente de um espelho, preferencialmente sozinho, e se olhe sem pressa. Tente, se possível, se despir dos seus pudores, preconceitos e julgamentos de valores. Desta vez, não foque seu olhar apenas em sua aparência física, ou no que você acha que mostra às pessoas. Tente focar em outra parte de você: quem você realmente é por trás daquilo que você mostra ao mundo. A partir daí, se faça as seguintes perguntas:

“Você se orgulha da pessoa que é?”
“Das suas ações?”
“Da forma como vive?”
“Como você se mostra para o mundo?”
“Aquilo que você transmite é realmente o que você é ou deseja transmitir?”
“Seus pensamentos e atitudes estão em conformidade?”
“Ou você anda agindo contraditoriamente às suas crenças?”
“O que você gostaria de mudar ou melhorar em você para ser aquilo que você almeja?”


Apesar de um exercício simples, ele não é fácil. Analisar-se dessa forma mais profunda, às vezes, pode ser chocante. Podemos nos deparar com uma pessoa muito diferente daquela que pensamos ser ou daquela que queremos ser. Não que sejamos falsos ou mentirosos, nada disso. É que muitas vezes estamos tão envoltos em tantos outros planos, projetos e ações que não paramos para pensar no nosso projeto mais íntimo: nós mesmos. Sim, nós também somos um projeto em constante e infinita mudança. Na verdade, cada dia que vivemos já nos modifica de alguma forma, mesmo que imperceptível aos nossos olhos, por isso, também merecemos esse tipo de atenção e cuidado. O que no fundo é ótima notícia: todos os dias são novos recomeços, a cada manhã temos a chance de buscar ser aquilo que queremos ou melhorar aquele aspecto negativo que nos incomoda. Basta se conhecer, reconhecer e querer.

Você deve estar achando que esse artigo é um velho papo de auto-ajuda, daqueles com os quais somos bombardeados, diariamente, sem qualquer fundamento, certo? Pois é, até parece mesmo, admito. Na verdade, isso foi o que aconteceu comigo em dezembro de 2011, acidentalmente, e desde então, passei a prestar mais atenção no personagem principal desse meu projeto maior chamado “vida”, afinal, sem ele, nada seria possível. Na verdade, o que vi no espelho, naquele dia, foi justamente o oposto de tudo aquilo que eu admirava. Vi uma menina desgostosa, descuidada, triste e amarga, refletida no espelho. Fisicamente, tinha acabado de entrar na obesidade grau 1, completamente dominada pela compulsão pela bebida, comida e cigarro. Uma imagem um tanto quanto pesada de se encarar.

Autossustentável: O que você vê no espelho?

Foi quando decidi que não precisava ser assim, que me tornaria aquela pessoa que eu tinha em mente e que sentiria orgulho quando me olhasse no espelho ou quando deitasse a cabeça no travesseiro todos os dias para dormir. E assim o tenho feito. Não, não mudei minha personalidade, nem virei outra pessoa ou encarnei um personagem. Continuo possuindo os mesmos defeitos de antes e digo até que posso ter adquirido novos, não sou feliz o tempo todo, nem todos os dias estou de bom humor. Cometo um monte de erros a todo tempo, não tenho aquela vida perfeita de comercial de margarina, pelo contrário. Na verdade, estou muito longe de ser exemplo de qualquer coisa, mas ainda assim, tenho a certeza que a cada dia sou a melhor versão que posso ser de mim mesma. Por isso tenho muito orgulho do que vejo no espelho todos os dias, e não digo isso pelos 30 kg perdidos ou pelo fato de ter parado de fumar, digo isso pela pessoa que consigo ver que sou hoje e pelo o que eu posso oferecer de bom para aquelas que me cercam.

Autossustentável: Carlos Drummond de Andrade - Felicidade

O que quero dizer com isso tudo é que mudar pode ser muito mais simples do que parece depois que passa o choque do primeiro impacto. E que, infelizmente (ou felizmente), não existe fórmula mágica ou padrão e nem momento certo pra isso, cada um vai encontrar seu caminho, até porque, cada um tem conflitos e problemas únicos. Quando decidi investir no meu projeto “Patricia 2.0”, uma das minhas metas pessoais era fazer, pelo menos, um bem por dia para alguém, seja essa pessoa quem for (mais tarde entramos nesse assunto com a atenção que ele merece). Então pensei: “por que não escrever sobre isso e convidar mais pessoas a também fazer esse exercício e identificar o que elas não gostam ou o que elas gostariam de mudar para se sentirem melhores?”. Assim como esse pequeno ato desencadeou várias reações bacanas em minha vida, talvez ele possa também ajudar outras pessoas, fazendo bem a elas. E o bem feito a alguém, por menor que seja, sempre nos faz um pouquinho melhores e nos ajuda a crescer.

Autossustentável: Felicidade

Então, que tal realizar o exercício do início do artigo e começar o seu próprio projeto? Mas não esqueça de realizá-lo constantemente, avaliando os resultando alcançados, balanceando não somente seus pontos fracos ou negativos, mas também suas qualidades, ressaltando, principalmente, o seu avanço em direção aquilo que te faz bem.


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sábado, 21 de junho de 2014

Consumindo e Preservando Somente o Digno

A perda de tempo é descomunal e, às vezes, chega a ser cômica. Não poucas vezes nos distraímos reparando os erros alheios e gravitando em torno deles por meio de críticas e ofensas, não notando que, talvez, nesse meio tempo, estejamos incorrendo na mesma falha.

Como evitar essa situação e melhorar sua percepção de que o planeta precisa, sim, de VOCÊ?

Autossustentável: A Mãe Terra
Fonte: Proyecto Ambiental Educativo "Aureola" A. C.

Preservamos porque temos medo de, futuramente, não conseguirmos conquistar novamente aquilo que temos. E acreditamos que possuímos o que temos agora por alguma casualidade. Porém, nem tudo que possuímos é digno de preservação. Frequentemente atualizamos nosso status nas redes sociais, a fim de preservar nossa “imagem”, não curtimos o momento e fazemos tudo pela internet porque é mais seguro. Preservamos nossa mente, nos isolamos em nossa individualidade, pois compreender a diversidade fere nosso ego e nossa realidade pré-estabelecida.

Consumimos porque não temos o suficiente ou não existe o suficiente. “Consumimos” pessoas para suprir nossa demanda de carência, alimentando ainda mais a solidão, tudo isso por medo de, pela passagem do tempo, não sermos mais tão atraentes daqui a alguns anos. Consumimos cosméticos para ficar cada vez mais belos e assim driblar nossa carência de atenção. Consumimos muito de tudo porque (achamos que) não temos o suficiente. Contudo, nem tudo é digno de consumo.

Autossustentável: Consumo x Consome-te!

Precisamos ter a consciência de que somos fortes o suficiente para nos libertar de tudo aquilo que faz nossas vidas retrocederem e construir um novo templo interno, mais iluminado e saudável. Habilitar nosso subconsciente para bloquear os ataques das propagandas que nos impõe padrões de beleza, consumo e acúmulo doentio de capital. Preservar aquilo que merece ser preservado – a nossa saúde, a nossa casa, o nosso meio, o nosso ambiente, o nosso planeta, a nossa vida. Habilitarmo-nos para consumir coisas dignas de consumo, isto é, alimentos saudáveis, informações úteis, bens materiais sem excesso. E, principalmente, não perdermos tempo observando e julgando o possível erro alheio, pois isso nos afasta do autoconhecimento, e, consequentemente, da autocrítica.

A atitude ambientalmente correta é como uma religião, ela deve ser exercida e reforçada dia após dia, alimentada, habilitada e aprimorada. É um estilo de vida onde a divisão, o compartilhamento gera a multiplicação, a propagação de atitudes positivas.

Por enquanto, somos um exército invisível, mas a difusão de conhecimentos possibilitará a mudança deste quadro.

Saudações verdes a todos os leitores.

Uni-vos, consumam e preservem somente o digno!


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