quarta-feira, 15 de abril de 2015

A Grande Teia


Abordar o tema “desenvolvimento sustentável” pode se tornar infrutífero se não houver uma visão do todo e da fina harmonia entre os elementos que o constitui. É preciso ter em vista que a interferência em um desses elementos afeta todos os outros, assim como uma enorme teia de aranha.

Sustentabilidade é essa sensível teia compostas pelas esferas sociais, econômicas, ambientais e individuais. A capacidade de se sustentar uma vida, uma relação ou de gerir uma empresa de forma saudável são concebidas de forma bem parecidas.

Essas esferas só estarão em harmonia se houver respeito, intimidade e troca de informações entre os indivíduos que as compõem. Sendo assim, todos nós temos uma responsabilidade a assumir, e somos incapazes de abrir mão dessa responsabilidade enquanto membros dessa grande Teia que chamamos de planeta Terra.

Animação de Steve Cutts que ilustra de maneira crítica a forma como o meio ambiente tem sido transformado pelo ser humano.

A nós, cidadãos comuns, cabe o comprometimento para a construção e administração de um ambiente social que promova o bem estar, a segurança, a justiça e a saúde de cada um de seus semelhantes. Esse objetivo pode ser atingido assumindo várias responsabilidades, no caso voltado à sustentabilidade: desde a separação do lixo até a promoção de ideias e debates a respeito do tema.

Aos empreendedores é preciso, para a manutenção dessa esfera, em primeiro lugar, comunhão e bom senso entre seus indivíduos. Sabendo-se do elevado grau de competitividade existente nesse meio, uma relação intraorganizacional onde os conceitos de desenvolvimento sustentável estejam sempre à mesa é fundamental. E essa será a campanha mais difícil de suas existências, que não tem relação com a maximização de lucros ou minimização de custos. Mas sim, com conciliar suas ações com os princípios sustentáveis, como por exemplo: “satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a habilidade de gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades.”


A esfera ambiental precisa continuar promovendo a vida, e isso nos basta. Mas essa promoção se mostra cada vez mais dependente do sucesso das esferas citadas anteriormente.

E por fim, o indivíduo. Esse parágrafo diz respeito ao íntimo de cada ser e como estes estão comprometidos também consigo mesmos. Desde a maneira de pensar e agir à forma como veem o mundo ao seu redor. Será que para você, hoje, o comprometimento com práticas socioambientais é uma virtude ou ainda é um fardo? O quão lapidado anda seu ponto de vista em relação ao assunto?

Fonte: WWF

Essa enorme teia que nos une é tão sensível que sequer podemos tentar fugir sem provocar mudanças em vários outros pontos. Então, para que fugir, já que é impossível se desgrudar? Trabalhemos para a manutenção desta teia e de suas esferas e então a faremos vibrar de forma que desperte a vontade de todos os outros seres envolvidos na mesma!

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sábado, 11 de abril de 2015

Design Orientado para Sustentabilidade na Formação Profissional

Autossustentável: Design

A sustentabilidade tem sido cada vez mais discutida tendo em vista a conscientização acerca dos problemas ambientais, decorrentes do sistema de produção e consumo vigentes. Este sistema caracteriza-se por um ritmo de produção acelerado, que utiliza-se de recursos naturais renováveis e não-renováveis.

Cardoso (2008) argumenta que o dilema do designer no contexto atual é conciliar as questões ambientais com o modelo econômico. Não se pretende, e nem é possível, cessar a produção e consumo, mas busca-se mudar o ritmo em que estes se dão que, a longo prazo, é insustentável. Nesse panorama, Vezzoli (2010) argumenta que o design é uma parte do problema, contudo, pode vir a se tornar um agente promotor da sustentabilidade ao buscar novas alternativas de projeto.

Dentre essas alternativas, a abordagem de ecodesign apresenta-se como uma ferramenta valiosa, uma vez que busca minimizar os impactos ambientais ao longo de todo o ciclo de vida do produto, desde sua concepção até seu descarte. O termo, de acordo com Manzini e Vezzoli (2002) caracteriza-se pela composição dos termos ecologia e design, ou seja, um modelo projetual orientado por requisitos ecológicos.

Autossustentável: EcoDesign


Design, em sua acepção mais abrangente, caracteriza-se por ser uma atividade projetual que visa à concepção de artefatos (MANZINI E VEZZOLI, 2002). Nesse processo de concepção, e em seu ciclo de vida, os artefatos geram impactos no meio ambiente e, portanto, é de responsabilidade do designer orientar esse processo por critérios ecológicos. Tendo em vista o papel do designer nessa mudança de cenário, é importante que, desde a sua formação, o profissional seja preparado para lidar com as questões ambientais ao longo do projeto.

Desta forma, propõe-se que, juntamente com as disciplinas de projeto, que os alunos dos cursos de Design tenham contato com a abordagem de ecodesign, para que possam articular a metodologia projetual com os critérios ecológicos, a fim de conceber produtos mais sustentáveis.

A problemática sustentável teve suas primeiras manifestações no âmbito de contrariedade à contaminação do meio ambiente, nos anos 1960 e, a partir dos anos 1990, o debate do tema passou a ser apresentado de forma mais madura e consistente. Nessa época, o design se inseriu no desafio devido ao “seu papel de protagonista dentro da trilogia: ambiente, produção e consumo” (DE MORAES, 2010).

Autossustentável: Impactos Ambientais

A importância de estudar as questões da sustentabilidade, atualmente, se deve ao fato de que é clara a situação de degradação na qual o planeta se encontra. É necessário que as pessoas em processo de formação de conhecimento e opinião compreendam as condições atuais, de impactos. Percebe-se, desta forma, a relação do design com a sustentabilidade, uma vez que o primeiro implica na fabricação de artefatos que, em seu ciclo de vida, geram impactos no meio ambiente.

Manzini e Vezzoli (2002) afirmam que é possível conceber produtos mais sustentáveis, utilizando-se tecnologias limpas, reduzindo-se recursos e energia utilizados na produção, dentre alternativas que caracterizam-se como novo campo de pesquisa do design. Os profissionais da área devem ser preparados para entrar no mercado de trabalho, atuando como agentes promotores da sustentabilidade, aplicando os requisitos ambientais em seus projetos, e considerando, ainda, os fatores econômicos e sociais.

Autossustentável: Green Designer

Dentre as abordagens sustentáveis possíveis, o ecodesign, ou design do ciclo de vida, apresenta-se como uma alternativa em bom nível de consolidação, mas em nível discreto de incorporação na prática profissional, conforme sugere Vezzoli (2010). O ecodesign prevê, sistêmica e antecipadamente, a redução de impactos ambientais durante todas as etapas do ciclo de vida do produto, ou seja, sugere redução do consumo de recursos (materiais e energéticos) desde a concepção até o descarte.

Essa necessidade de novos caminhos no âmbito projetual, aponta a responsabilidade do designer em conceber artefatos utilizando materiais e processos de baixo impacto ambiental; considerando o ciclo de vida inteiro do produto e, atuando de forma orientada para a sustentabilidade ambiental. O ciclo de vida compreende as etapas de pré- produção, produção, distribuição, uso e descarte e, em cada uma delas, os produtos acarretam impactos ambientais negativos (KAZAZIAN, 2005).

A abordagem de ecodesign propõe a minimização destes, através da redução do consumo de recursos, de energia utilizada nos processos, na maior durabilidade dos produtos, entre outros fatores relacionados a cada uma das fases do ciclo de vida. Cardoso (2008) aponta o profissional de design como o agente capaz de projetar com uso mais eficiente dos recursos, maximizando o aproveitamento dos materiais consumidos.

Se os resíduos descartados são uma das ameaças ao meio ambiente, a reciclagem e o reaproveitamento aparecem como alternativas de design sustentável. O designer deve pensar no tempo de vida do objeto, desde sua concepção, reduzindo matéria-prima e energia; até o descarte. Também precisa considerar a durabilidade do produto e sua posterior reutilização e reciclagem.

Autossustentável: Cadeia Produtiva

O design orientado para a sustentabilidade é um novo campo de pesquisa na área, no qual se buscam novas alternativas de produtos e processos, que minimizem os impactos ambientais decorrentes do sistema de produção e consumo vigente. A abordagem de ecodesign é uma estratégia importante, pois considera o ciclo de vida dos produtos, o que compreende uma visão sistêmica e integrada.

Desta forma, o designer deve atuar no desenvolvimento de projetos considerando essa metodologia. Manzini e Vezzoli (2002) argumentam que o desenvolvimento de produtos sustentáveis requer uma nova capacidade de projetar, para que se encontrem soluções promissoras que despertem desejo do consumidor. “O papel do design industrial pode ser sintetizado como a atividade que, ligando o tecnicamente possível com o ecologicamente necessário, faz nascer novas propostas que sejam social e culturalmente aceitáveis” (MANZINI; VEZZOLI, 2002, p. 20).

Autossustentável: Novo Designer

Para tanto, é importante que essa cultura sustentável no desenvolvimento de projetos se dê desde a vida acadêmica, na formação do profissional. É importante que as disciplinas que compõem a proposta pedagógica dos cursos de Design enfatizem a problemática ambiental, bem como orientem para a utilização de diretrizes ecológicas ao longo do processo projetual, ou seja, é necessário que as metodologias de projeto sejam articuladas com os requisitos ambientais em todas as etapas do ciclo de vida.

O ensino de design basicamente mistura teoria e prática desde as primeiras escolas de ensino superior de design na Alemanha que serviram de base e inspiração para as que surgiram no Brasil. Cada instituição possui suas próprias grades curriculares e propostas pedagógicas dentro das normas decretadas pelo Ministério da Educação (MEC) para o funcionamento dos cursos no país. É vigente a necessidade de apresentar a questão da sustentabilidade e desenvolvimento sustentável dentro dos cursos de design, por ser um assunto de extrema importância na atualidade, bem como pela questão emergencial na qual se encontra o planeta.

Ademais, é necessário que os profissionais responsáveis pela colocação de produtos no mercado tenham conhecimento sobre sustentabilidade, considerando, em seus projetos, materiais de menor impacto ambiental, utilização de processos industriais menos agressivos e desenvolvimento de produtos ecologicamente aceitáveis. Para que os projetos de design tenham as questões ambientais aplicadas, e de forma efetiva, é preciso que o aluno de graduação em design tenha a possibilidade de colocar isso em prática ainda dentro da instituição de ensino superior, a fim de verificar as implicações e modificações que decorrem desta implementação.


No entanto, somando-se à necessidade do ensino da sustentabilidade no âmbito acadêmico, visando projetos sustentáveis, existe a necessidade de educar desde cedo os jovens sobre a importância da mudança de hábitos, de forma que isso comece a fazer parte de seu comportamento ao longo da vida.

Nota:Esse material faz parte do artigo publicado por Luciana Della Mea e Luiza Grazziotin Selau na VIII SEPEsq – Semana de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão do Centro Universitário Ritter dos Reis

Referências:
CARDOSO, Rafael. Uma introdução à história do design. 3. ed. São Paulo: E. Blucher, 2008. 273 p.
DE MORAES, Dijon. Metaprojeto: o design do design. São Paulo: Blucher, 2010.       
KAZAZIAN, Thierry. Haverá a idade das coisas leves: design e desenvolvimento sustentável. São Paulo: SENAC São Paulo, 2005. 194 p
MANZINI, Ezio. Design para a inovação social e sustentabilidade: comunidades criativas, organizações colaborativas e novas redes projetuais. Rio de Janeiro: E-papers, 2008. 103 p
MANZINI, Ezio; VEZZOLI, Carlo. O desenvolvimento de produtos sustentáveis: os requisitos ambientais dos produtos industriais. São Paulo: EDUSP, 2002. 366 p.
PAPANEK, Victor. Design for the Real World: Human Ecology and Social Change. United Kingdom: Thames& Hudson, 2006. 394 p.
VEZZOLI, Carlo. Design de sistemas para a sustentabilidade: teoria, métodos e ferramentas para o design sustentável de "sistemas de satisfação". Salvador: EDUFBA, 2010. 343 p


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terça-feira, 7 de abril de 2015

Audiência Pública, Meio Ambiente e Democracia Direta

Autossustentável: Democracia e Meio Ambiente

Atualmente, a representatividade política se torna cada vez mais questionada pela sociedade civil no Brasil e no mundo, tendo como perspectiva o distanciamento de representantes e representados.

Passo seguinte, questiona-se a possibilidade de ampliações de instrumentos de democracia direta como plebiscitos, referendos, iniciativa legislativa popular e audiências públicas para maior participação de todos nas principais tomadas de decisão do Poder Público. Tais institutos, aliás, foram pensados pelos próprios constituintes originários, ou seja, no processo de formulação e promulgação do texto constitucional[1].

CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e FAET (Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins) participam de audiência pública sobre Licenciamento Ambiental. Fonte: Folha do Bico

Na área ambiental, a prática deve ser ainda mais estimulada. Ora, tratar sobre um direito de todos, incluindo gerações presentes e futuras, requer o cuidado devido. Dessa forma, a legislação corrente tratou do assunto em diversos pontos ao obrigar, por exemplo, a realização de audiências públicas para casos de impactos ambientais mais significativos.

É preciso, porém, cautela sobre as atuais formulações de audiências públicas para tratar de questões relacionadas ao meio ambiente. Certamente, a participação da sociedade e mais especificamente dos atores influenciados de forma direta é um mecanismo a ser celebrado. Contudo, torna-se imprescindível que a participação seja efetiva, sendo esvaziada quando tornada mero cumprimento de formalidade, conforme se pode verificar em muitos casos nos dias de hoje.

Autossustentável: Democracia

A defesa do meio ambiente é dever de todos, o que remete a necessidade de preservação de um dos institutos mais importantes para atuação direta do cidadão. “Soldados, em nome da democracia, unamo-nos”, diria Chaplin.

[1] Art. 14 - CF/88 A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular e Art. 58 - § 2º - CF/88 - às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe: II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil.


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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Chocolate: Vilão ou Mocinho?


Com a proximidade da Páscoa, é praticamente inevitável ficar imune a ele, que ganha destaque principalmente nessa época do ano, com diversas opções de tamanhos, formas, sabores, recheios e preços, e que é quase uma unanimidade no quesito doce: o inigualável chocolate. Queridinho de muitos, ele também é tido como inimigo de vários, principalmente para aqueles que estão em dieta e/ou para os querem manter a boa forma. Mas calma! Ao segundo grupo tenho uma boa notícia, o chocolate pode não ser esse vilão todo, pelo contrário, ele, ou melhor, a base e principal componente do chocolate, o cacau, pode trazer diversos benefícios para a saúde.

 Na Espanha do século XVI, as cozinhas dos mosteiros serviram como local de experiência para o aprimoramento do chocolate e a criação de novas receitas. Os monges aperfeiçoaram o sistema de torrefação e a moenda do chocolate, transformando-o em barras e tabletes para serem dissolvidos em água quente, como era apreciado nos salões aristocráticos. Fonte: Para entender a história...

Não por acaso os relatos do consumo de chocolate datam de aproximadamente de 1500 a.C., em que era utilizado e conhecido como alimento para a celebração, contemplação e comunhão com os deuses sendo usado por sacerdotes e membros da nobreza devido as suas propriedades e considerado por várias civilizações antigas, como os Maias e os Astecas como sagrado. Felizmente, com o passar do tempo e graças à Revolução Industrial e a invenção de diversas máquinas tornou-se possível a produção em massa, que fez com que os produtos ficassem mais baratos e acessíveis a todos, como ocorre hoje.

O cacau é considerado um dos alimentos funcionais mais importantes na nutrição, riquíssimo em antioxidantes e em diversas vitaminas, minerais, cobre, magnésio, manganês, potássio, ferro, fósforo e flavonoides, ele é capaz de elevar a qualidade da saúde do coração, e ainda é ótimo para o bom humor, afinal, quem consegue ficar triste com um delicioso chocolate, não é mesmo? Segundo estudos, as diversas sensações obtidas ao se ingerir o chocolate se devem a liberação da endorfina (hormônio relacionado ao bem estar), que estimulam a produção de serotonina (um neurotransmissor que atua no cérebro regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade a dor, movimentos e as funções intelectuais), promovendo o combate a ansiedade e a depressão, aliviando o estresse e estimulando também os centros de bem estar e de prazer.

Autossustentável: Benefícios do Chocolate
Para maiores informações acesse: Chocolate e os Benefícios Cardiovasculares

No coração, ele ajuda a manter a pressão arterial normal e os bons níveis de colesterol, além de ter ação preventiva contra as doenças cardiovasculares. Pesquisas comprovam que cacau age como um anti-inflamatório natural e ainda retarda efeitos do envelhecimento, devido a presença de flavonoides que atacam os radicais livres, sendo usando até mesmo no combate ao câncer. Como se não bastasse, o chocolate também é um alimento energético, afrodisíaco e atua na proliferação de neurônios no sistema nervoso, agindo como estimulante cerebral, devido a cafeína presente em sua composição.

Ótimas razões para não fugir dessa delícia, não é mesmo? Porém, para aproveitarao máximo todos esses benefícios mencionados acima, alguns pontos importantes devem ser levados em consideração, como a quantidade de açúcar, gorduras e, principalmente, a concentração de cacau na formulação do chocolate. Assim, os mais indicados são os chocolates amargos e meio amargos, em especial, os que possuem concentração a partir de 55% de cacau.

Autossustentável: Tipos de Chocolate

A regra é simples: quanto mais claro e mais doce o chocolate for, maior a quantidade de açúcares e gorduras que ele apresenta e menor seus benefícios a saúde. Vale lembrar que o chocolate branco não leva sequer cacau em sua composição, apenas sua manteiga, que nada mais é do que a sua parte com maior concentração de gordura, então, fique atento ao seu consumo. Para os diabéticos atenção redobrada, pois o chocolate diet, para compensar a ausência do açúcar, possui maior adição de gordura, o que o torna menos saudável e muito mais calórico. Aos intolerantes ao glúten e a lactose, existem no mercado a opção de chocolates a base de soja, sem esses ingredientes alergênicos, que podem ser ótimas alternativas se levados em conta a relação do cacau e os demais ingredientes da composição.

Como já dizia o velho ditado, “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose”, moderação e equilíbrio é a chave de todo o sucesso, como sempre. Nada consumido em excesso é benéfico para a saúde, então, nada de usar os benefícios do cacau como desculpa para exagerar na Páscoa, okay!?

Autossustentável: Moderação no Consumo de Chocolate

Até porque, o consumo exagerado do chocolate pode gerar uma série de complicações com a saúde, como alergias, aumento do colesterol e de erupções cutâneas devido ao nível elevado de gordura no sangue, irritação da mucosa do estômago e do intestino gerando desconforto, gases, diarreias, dores de cabeça, ganho de peso, além de agitação e insônia devido à presença de cafeína.


Portanto, agora que você já conhece os benefícios e os riscos para a saúde oriundos do excesso do consumo do chocolate, avalie as opções utilizando nossas dicas e faça escolhas mais conscientes nesse mar de opções para aproveitar sua Páscoa de forma mais leve, saudável e sem preocupação e ainda como bônus uma turbinada na saúde, no humor e na estética.


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terça-feira, 31 de março de 2015

Disciplina!

Vencer padrões arraigados é decisivo para quem quer conseguir uma mudança substancial em sua vida. Seja no trabalho, nos estudos, na vida doméstica ou nos relacionamentos.


Em se tratando do “jeito de fazer as coisas” é mais complexo ainda. Nos habituamos a repetir comportamentos e nos apegamos a eles, pois nos trazem conforto. Se eu acordo diariamente as 6:30h da manhã e fico pelo menos 20 minutos no chuveiro, acordando aos poucos, é desconfortável passar a tomar banho em 5 minutos.

Claro que os motivos são nobres (em última análise a economia de água representa condição de sobrevivência), mas uma alteração destes hábitos vai gerar um desconforto e inclusive uma queixa infantil. Afinal somos, todos, crianças crescidas que não gostam de contrariedades.

No entanto, considerando o andar da carruagem é necessário que haja mais que um bom motivo para diminuir o tempo no chuveiro. É necessário que haja uma compensação pelo meu desconforto. Algo que me faça sentir bem e que recupere o meu bem estar.

Fonte: PW Desenhos

Independente se somos crianças crescidas ou adultos, como queiram, precisamos de empenho interno para nos convencer de que alguma mudança de atitude gerará algo realmente positivo.

Neste ponto inicia-se um processo que não é muito agradável, mas que por fim compensa: adotar a disciplina. Não é das virtudes mais queridas. Também não é das mais fáceis de ser desenvolvida. E necessita de dedicação para que seja eficaz.


A questão da água ou qualquer assunto que integre a sustentabilidade motiva alguns, mas não todos. Afeta a todos, mas alguns não se animam com isso. Então, esta é a dica para aqueles que sentem que gerações futuras, sobrevivência coletiva e qualidade de vida não são motivos animadores.

Devemos concordar que desperdício em qualquer nível significa perda: perda de dinheiro, de recursos, de tempo, de vida. Sendo assim, antes de querer que todos os 7 bilhões se apaixonem pelo meio ambiente, podemos começar por um processo menos custoso e que não requer tanto envolvimento emocional.

Disciplinar-se a agir de forma eficiente e sustentável é uma atitude sensata, coerente e trará resultados significativos. A disciplina de usar o chuveiro apenas para banhar-se, de usar eletricidade apenas no cômodo em que você está, de imprimir apenas aquilo que é realmente necessário, de colocar no prato apenas o que realmente irá comer, de separar o lixo reciclável daquele que não pode ser reciclado, de reutilizar embalagens de plástico, isopor e garrafas... enfim, escolha uma atitude por semana, por mês ou por ano e comprometa-se com ela.

Discipline-se, comprometa-se. Com o tempo, o que antes requeria vigilância e disciplina se tornará um hábito. Da mesma forma que aprendemos escovar os dentes, tomar banho, pentear os cabelos, podemos chegar ao ponto de ser natural cuidar do meio ambiente!

Autossustentável: O Poder do Hábito

Uma boa indicação para entender sobre os hábitos é o livro “O Poder do Hábito - Por Que Fazemos o Que Fazemos na Vida e Nos Negócios” de Charles Duhigg, publicado pela Editora Objetiva.


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