Surfista Brasileiro Cria Pranchas Ecológicas Com Garrafas PET

O Projeto Prancha Ecológica tem como objetivo promover o esporte e consciência ambiental entre crianças e adolescentes.

10 Dicas Para Ser Sustentável No Supermercado

Fazer supermercado é uma das tarefas mais importantes da rotina do lar. O que acha de tornar esse momento mais sustentável?

Casamento Ecológico: Convites, Presentes, Decoração e muito mais!

Uma festa de casamento ecológica além de mostrar que os noivos têm consciência ambiental, também permite soltar a criatividade e deixar a festa mais autêntica. Veja algumas dicas para deixar seu casamento mais verde!

Por Que Consumir Alimentos Orgânicos?

Livres de agrotóxicos e hormônios, eles também são mais saborosos.

Adote A Bicicleta Como Transporte e Ganhe Tempo, Dinheiro e Saúde

Confira todos os benefícios de adotar a “magrela” no seu dia a dia!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A Relação entre a Vida Moderna e o Aumento da Incidência de Câncer

O embate é travado todos os dias, em todos os lugares, afetando todas as pessoas. Na TV, a grotescamente deslumbrante propaganda de margarina de sempre. No supermercado, uma senhora compra o pacote de fubá que comprou a vida toda, sem notar um novo detalhe no rótulo. No outdoor, uma modelo demasiadamente magra tratada com photoshop invade a cabeça das nossas mulheres pra dizer o quão ruins elas são por não contarem as calorias que ingerem diariamente.

Autossustentável: Saúde x Corpo

Nas redes sociais, alguém atacou o McDonald’s e acusa a Ambev de colocar milho transgênico na sua cervejinha e é rebatido por outro alguém, que diz que está não se importa com essas frescuras e que é melhor relevar, já que ‘tudo’ dá cancer.

É nessa hora que me bate o desespero. Como assim, tudo dá câncer? A desinformação é normalmente mais nociva que a falta de informação, mas quando se trata da epidemia de câncer que assola o planeta nesses tempos, as duas formas de ignorância se alimentam de uma maneira perigosa. O desdobramento lógico da noção de que tudo dá câncer é que não devemos nos preocupar com o hábito de vida, afinal de contas qualquer coisa escolhermos vai nos trazer câncer.

Todas as pessoas vivem com a noção de que irão morrer um dia e que a vida deve ser aproveitada ao máximo, o que, convenhamos, é bastante coerente. Neste sentido, ninguém tem a pretensão de viver pra sempre e já tem a ideia da sua morte razoavelmente assimilada. Aprendemos também que não importa o quão bem nós vivamos, vamos acabar com um câncer, um ataque cardíaco ou um AVC. Só nos resta saber quando.

Autossustentável: Pirâmide Saúde

Acontece que o quando é o ponto fundamental desta discussão. É possível que seja inevitável, nos dias de hoje, ter uma vida regrada e livre de substâncias indutoras de câncer, como: tabaco, álcool, produtos industrializados, poluentes ambientais e afins. Entretanto, há uma clara relação entre produtos de consumo e hábitos de vida que aumentam as chances e antecipam o desenvolvimento de tumores.

Autossustentável: Hábitos saudáveis na velhice

Isso não é nenhuma novidade. Não é à toa que uma britânica branca tem 18% mais chances de desenvolver um câncer que uma britânica de descendência asiática e 15% mais chances que uma britânica negra [1]. Não é à toa que aparentemente vegetarianos têm menor predisposição a tumores que pessoas que ingerem carne [2]. Não é à toa que temos mais um milhão de exemplos. A novidade está na absurda naturalidade com que as pessoas passaram a encarar a avassaladora e pandêmica difusão do câncer nas sociedades mais americanizadas, que cultuam o fast food, a comida industrializada, as drogas lícitas, a industrialização da agricultura, as propagandas, o aparelhamento dos órgãos de controle (FDA, ANVISA e equivalentes), o monopólio do setor alimentício por meia dúzia de companhias...

Autossustentável: 10 piores alimentos para a saúde

Não se deixe enganar. Existe muita gente, em muitos lugares, ganhando dinheiro ao colocar porcarias na sua comida, ao fabricar doenças e propor tratamentos longos e caros para o que eles induziram em você e ao desenvolver novos métodos de te empurrar o que não deveria nem ser considerado comida [3]. Qualquer detalhezinho que aumente a margem de lucro. O segredo para evitar essas armadilhas é estar sempre bem informado e ajudar na difusão destas informações.

Por isso, da próxima vez que estiver passando uma propaganda de margarina na tv, lembre-se de pesquisar se realmente comer aquele plástico de gordura hidrogenada vai fazer sua família, seus filhos e seu golden retriever se tornarem felizes e ensolarados (aliás, experimente deixar margarina caída no cantinho da mesa e observe a pobrezinha ser ignorada pelas formigas e pelas baratas, que entendem de comida de verdade). Também lembre-se de ir com a sua avó ao supermercado de vez em quando, e mostrar pra ela que agora os derivados de milho (quase tudo que existe na Terra!) vêm com um T de transgênico no canto - ou pelo menos deveriam, embora nas cervejas isso seja solenemente ignorado -, para o qual praticamente não existem estudos sobre a segurança de sua ingestão. Aliás, estes poucos estudos indicam uma forte relação entre o consumo de transgênicos e o desenvolvimento de tumores [4], além dos já conhecidos desastres ambientais e sociais às quais essas culturas estão associadas [5]. E também não esqueça de gritar paras demasiadamente magras dos outdoores que muito mais importante do que contar calorias é contar os metabissulfitos, os glutamatos, o bisfenol-A, o aspartame, os conservantes, os agrotóxicos... Embora esses nomes sejam complicados, é extremamente fácil e é uma obrigação pessoal descobrir o que se deve evitar e rapidamente achar uma lista dos alimentos que os contém na internet. Difícil mesmo é recuperar a saúde depois que ela foi trocada por ‘menos calorias’.

Autossustentável: Símbolo Transgênicos

Pedindo perdão antecipadamente ao espetacular George Orwell pela paráfrase de ‘a revolução dos bichos’, tente sempre se lembrar desta velha máxima: tudo que você faz dá câncer, mas algumas coisas dão mais câncer do que outras.

__________________________________

Referências:
[1] http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/mulheres-brancas-tem-mais-chances-de-ter-cancer-de-mama-diz-pesquisa,f55f39cf6d273410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html
[2] http://www.aboaterra.com.br/artigo.php?id=112&Vegetarianos+t%EAm+menos+chance+de+desenvolver+c%E2ncer
[3] http://jornalciencia.com/saude/mente/3756-homem-diz-que-guardou-sanduiche-do-mcdonalds-em-perfeito-estado-por-mais-de-14-anos-em-seu-casaco
[4] http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI322531-18537,00-MILHO+TRANSGENICO+CAUSA+CANCER+EM+RATOS+E+REACENDE+DEBATE.html
[5] http://youtu.be/gE_yIfkR88M


Clique aqui para ler outros artigos de André Aroeira


terça-feira, 15 de abril de 2014

Insegurança Urbana: O Paradigma das Cidades Sustentáveis

Os progressos na agenda nacional e internacional na promoção do desenvolvimento sustentável ainda enfrentam enormes desafios frente aos problemas nos centros urbanos. Nos próximos parágrafos tentarei mostrar brevemente o que se discute a respeito das desigualdades sociais, especialmente pelo economista Amartya Sen, vencedor do prêmio Nobel pelo seu trabalho sobre a economia do bem-estar social. Bem como uma reflexão sobre as Unidades de Polícia Pacificadora no Rio de Janeiro.

Autossustentável: Tripé da Sustentabilidade

Com relação à saúde e educação, Amartya sugere que avanços tornando o sistema de impostos mais progressivo diminuiriam a desigualdade, e este processo por sua vez abriria espaço para investimentos em áreas prioritárias como saúde e educação. Diferentes tipos de desigualdades afetam o direito e acesso à saúde, como a desigualdade de renda que exerce influência no modo de vida e consequentemente nas oportunidades de ter uma vida saudável, sem doenças e sofrimentos. Assim como as diferenças entre sexo, gênero e distintos grupos sociais que tornam o acesso e direito à saúde desigual.

Autossustentável: Escola de palha em Balsas no Maranhão

As correlações do aumento da criminalidade com a taxa de desocupação dos jovens, o nível educacional e a relação com a família são amplamente discutidos. Lidamos com altas taxas de repetência e desistência dos estudantes nas escolas e neste processo, a família é a instituição com maior poder e eficácia no incentivo e fiscalização, bem como na prevenção do crime. Quando esta não é bem articulada, e apresenta casos de violência doméstica, por exemplo, é muito provável que a criança ou adolescente irá repetir os mesmos comportamentos.

A inclusão social dos jovens à educação e mercado de trabalho são mecanismos básicos para diminuir a taxa de criminalidade e consequentemente a insegurança urbana, e isto só será possível com investimentos nas áreas de saúde, educação e criação de postos de trabalho decentes.

Desta forma, o voluntariado e a responsabilidade social exercem um papel importante no sentido de influenciar por meio de políticas públicas e sociedade civil, através de ações afirmativas, a inclusão social das crianças, jovens e adolescentes na arte, cultura e lazer, se tornando ferramentas de combate a criminalidade. Em pesquisa realizada pela Universidade Johns Hopkins, somando-se tudo que as ONGs de 35 países analisados produzem, elas seriam a sétima economia do mundo (Amartya Sen, 2010).

Autossustentável: Responsabilidade Social Coletiva

É necessário agir coletivamente, e a responsabilidade social corporativa é uma aliada constante e criativa neste processo, por identificar e enfrentar necessidades, e por inovar e prestar serviços de qualidade àqueles que têm maior necessidade.

No que se refere às políticas repressivas, Amartya Sen (2010) sugere em seu estudo sobre o crescimento da insegurança urbana na América Latina, que a política de “tolerância zero” é um resultado de uma carência do profissionalismo, carreira, salários e treinamento dos polícias, que acabam se tornando vilões, e entram no mundo da corrupção, crimes e drogas. As agressivas atitudes de limpeza nas ruas acarretam uma pressão no sistema penitenciário, provocando efeitos contrários aos desejados.

Autossustentável: Mapa da Violência

Acrescento também outro ponto no que se refere à terceirização dos serviços nas penitenciárias sem melhorar a qualidade da alimentação e dignidade dos presos. As oportunidades de trabalho e aprendizado nas cadeias são as formas mais eficientes de evitar o ciclo prisão-rua-prisão. Um constante trabalho entre polícia, prefeitura e comunidade certamente minimiza os índices de criminalidade ao mesmo tempo em que aumenta a segurança e confiança entre os mesmos.

O caso das Unidades de Polícia Pacificadora no Rio de Janeiro, as UPPs. Muito se discute sobre seus impactos e benefícios no combate a criminalidade e homicídios nas favelas cariocas. Questões muito delicadas demonstram a dificuldade de implantação e sucesso do programa, ainda que considerado como uma medida necessária no desarmamento do crime organizado. Dentre eles, podemos citar as dificuldades de diálogo entre a comunidade e a polícia, o despreparo dos profissionais que carecem de um programa de formação profissional continuada, e da falta de serviço social e psicológico para o apoio a esses policiais.

Autossustentável: UPP x Unidades de Pacificação Definitiva

Outras questões levantadas são as incertezas da sustentabilidade do projeto, quanto à qualidade da intervenção policial, e se vai durar após os grandes eventos a serem sediados no Rio de Janeiro. O programa não é a solução para os problemas de desigualdade e criminalidade no Rio de janeiro, e sim uma tentativa de buscar a integração das favelas à vida normal da cidade.  As UPPs Sociais tem o objetivo de incentivar a participação de policiais em alguns projetos dentro do programa. Contudo, há dificuldades para a entrada desses profissionais devido a desconfiança e medo dos moradores com relação à polícia. Sem uma política social que possa apoiar o programa, a polícia fica desolada para atuar sozinha com as comunidades.

Os recentes acontecimentos em algumas UPP´s demonstram que sem uma agenda pública e política na área de segurança que possam consolidar o programa, de nada adianta expandir o número de unidades pacificadoras nas favelas do Rio de Janeiro.

Autossustentável: Jean-Paul Sartre e a violência

Por fim, a questão de insegurança urbana no Brasil demonstra a necessidade de maior participação do governo em parcerias com comunidades, terceiro setor, iniciativa privada, e os demais atores envolvidos no processo de criação de soluções e alternativas aos desafios dos centros urbanos, que permitam as cidades cumprirem seus compromissos frente ao desenvolvimento sustentável.


Clique aqui para ler outros artigos de Aline Lazzarotto


Evento Sustainable Brands Rio 2014 acontece no final de abril no Rio de Janeiro

Autossustentável: Sustainable Brands Rio 2014

Destaque para os projetos sustentáveis colocados em prática por grandes marcas


Entre os dias 24 e 25 de abril, a cidade do Rio de Janeiro receberá o evento Sustainable Brands Rio 14 (SB Rio 14), com o tema “Reimagine, Redesenhe, Regenere”. O evento deverá reunir 600 profissionais da rede global de líderes de empresas, dedicados a encontrar novas maneiras – sustentáveis – de conduzir negócios.

Durante a parte da manhã, nas Plenárias, o encontro terá apresentações de líderes empresariais e especialistas. A tarde nas Sessões temáticas, será possível aprofundar os assuntos centrais da Nova Economia. Além disso, acontece a Expo com 16 iniciativas concretas, de empresas nacionais e internacionais, de transformação do ambiente de negócios.

Inovação e sustentabilidade na prática

Durante a conferência, pela primeira vez no Brasil, acontecerá a Sustainable Brands Innovation Open – competição entre startups que oferecem produtos e serviços que utilizam a sustentabilidade como direcionador da inovação. Apenas dez competidores terão a oportunidade de participar da Conferência, e duas startups serão as grandes vencedoras. Os prêmios incluem recurso financeiro e apoio de consultorias.

Autossustentável: Sustainable Brands Rio 2013

“No Brasil o tema inovação está em alta e muitas iniciativas vêm acontecendo. A SB Innovation Open dá visibilidade para que as startups apresentem suas ideias focadas na sustentabilidade”, disse Álvaro Almeida, sócio-fundador da Report Sustentabilidade, realizadora da SB Rio 14.

Roger Koeppl, jovem empreendedor social, explicou o que o motivou a participar da competição com sua startup, a cooperativa YouGreen. “Estamos mobilizando nossa rede de contatos para irmos para a final do Innovation Open. A visibilidade alcançada e o aporte para alavancagem vão ao encontro dos atuais e futuros objetivos do nosso negócio”, contou.

Outra novidade do evento é a visita temática a comunidades cariocas em que são desenvolvidas atividades e projetos com foco socioambiental. Estas demonstrarão como as marcas podem se adequar às demandas da sociedade. As atividades fazem parte do programa pós-evento, que acontece no dia 26 de abril.


sábado, 5 de abril de 2014

Xenofilia Exacerbada e suas Consequências

A Xenofilia (do grego xenos = estrangeiro + philos = amor), ou seja, gostar do que é estrangeiro, do que é de fora de sua localidade. Essa característica em si não é prejudicial, no entanto, quando ela é exacerbada ao ponto de preterir o que é local em função do que é de fora, traz consigo uma bagagem de consequências que podem ser muito prejudiciais. Chegando ao extremo de sempre considerar que “a grama do vizinho é mais verde”.

Autossustentável: Frutas do Brasil

Como o assunto é muito amplo e podem ter muitos vieses interpretativos, vou me ater a alguns pontos mais relevantes no contexto socioambiental. Mais especificamente, ao consumo de gêneros alimentícios de origem vegetal. Desse modo, a xenofilia exagerada pode:
  1. Ser um entrave ao desenvolvimento local;
  2. Reduzir pesquisas com plantas nativas;
  3. Levar produtos locais à vulnerabilidade de extinção.
E, para não parecer determinista ou catastrófico, explicarei, a seguir, cada um dos pontos.

Muitas comunidades tradicionais, campesinas, quilombolas e de agricultores familiares baseiam sua renda no extrativismo e venda de produtos nativos de onde residem. No entanto, a falta de conhecimento sobre esses produtos restringe a comercialização, muitas vezes, pela falta de argumentos que agreguem valor ao produto e, consequentemente, diminuem o potencial para desenvolvimento local.

Autossustentável: Umbu
Foto: Umbu

Com essa não valorização das espécies nativas, uma cadeia de acontecimentos é formada. Produtos que não apresentam mercado, não são objetos de pesquisas que proporcionariam maior conhecimento técnico sobre um manejo florestal mais sustentável, desenvolvimento e expansão da cultura. E, consequentemente, ficam vulneráveis a ter suas populações nativas suprimidas e substituídas por culturas que proporcionem maior ganho imediato.

Autossustentável: Pitomba
Foto: Pitomba

Autossustentável: Mangaba
Foto: Mangaba

Grande é a biodiversidade de espécies frutíferas e espécies com outros usos no Brasil, mas, poucas são as conhecidas e que tem relevante consumo. Podemos citar algumas e refletir quais estão em nossas mesas com frequência: Abacaxi, Açaí, Babaçu, Bacupari, Bacuri, Buriti, Cabacinha-do-campo, Cacau, Cagaita, Caju, Cambuci, Caraguatá, Castanha de Baru, Castanha do Pará, Cruá, Goiaba, Guaraná, Guavira, Ingá, Jabuticaba, Jaracatiá, Jatobá, Juá, Licuri, Fruto do Mandacaru, Mangaba, Maracujá, Palmito Juçara, Pequi, Pinhão, Pitomba, Sapucaia e Umbu são brasileiras, não necessariamente endêmicas (distribuição restrita) do Brasil.

Autossustentável: Guaraná
Foto: Guaraná

Autossustentável: Babaçu
Foto: Babaçu

Autossustentável: Bacuri
Foto: Bacuri

Muitas dessas espécies, pouco conhecidas e ou totalmente desconhecidas, podem ficar mais vulneráveis à extinção antes mesmo de sabermos de todo seu potencial, seja ele alimentício, medicinal ou qualquer outra utilidade.


Não me atrevo a fazer apologia ao não consumo de produtos cujas origens são estrangeiras, até porque a maioria faz parte de nossa alimentação e já é amplamente produzida no Brasil. Além do que, a produção dos mesmos gera emprego e renda, sendo objeto de muitas pesquisas desenvolvidas para essas culturas inclusive com variedades desenvolvidas aqui no Brasil. Essas espécies são tão inseridas na nossa cultura alimentar que muitas nos surpreendem em não serem brasileiras, por exemplo: Abacate, Acerola, Banana, Cajá, Carambola, Coco-da-baía, Figo, Fruta-pão, Graviola, Jaca, Jambo, Laranja, Limão, Maçã, Manga, Pêra, Tamarindo, Tangerina, Uva etc.

Autossustentável: Frutas do Brasil

Com tudo isso, meu intuito é sensibilizar para uma mudança de hábito. Que possamos nos aventurar e buscar em nossas respectivas regiões as delícias escondidas que certamente gerarão prazer na sua degustação. Porém, baseado, logicamente, nos saberes locais para evitar intoxicações.

Aqui na Bahia temos Jatobá (in natura ou como farinha), Juá (in natura e utilizado na indústria farmacêutica), Licuri (coquinho in natura, cozido ou em cocadas, extração de óleo), Fruto do Mandacaru (in natura ou doces), Mangaba (in natura, sucos e principalmente sorvetes), Maracujá (in natura, sucos e sobremesas) e Umbu (in natura, sucos, geléias e sorvetes). Já experimentei todos e são realmente muito bons.

E você já se deliciou com nossas frutas nativas? Quais?


Clique aqui para ler outros artigos de João Paulo Loyola de Oliveira

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Transparência na Moda

Sustentabilidade, hoje, é oportunidade de bons negócios, já que é uma tendência de comportamento do mercado e um diferencial do produto. Desta forma, empresas estão dedicando esforços para a produção sustentável, valorizando as questões ambientais, porém, sem excluir objetivos financeiros que visam o lucro. A demanda tem crescido, ainda que timidamente, por parte de consumidores que representam um nicho específico e que exigem roupas e outros artigos de moda produzidos de forma ecologicamente correta, e socialmente justa. Diversos autores (KAZAZIAN, 2005; MANZINI & VEZZOLI, 2005; MANZINI; 2008; LEE, 2009) argumentam que é possível e também necessário, conciliar sustentabilidade com crescimento econômico e competitividade, que é o objetivo de qualquer empresa, inclusive as engajadas com princípios sustentáveis.

Autossustentável: A Moda é Preservar

O sistema de produção e consumo, tal qual como é, está longe de ser sustentável, mas, como sugere Kazazian (2005), não existe impacto zero, sendo importante, então, a busca de alternativas que contribuam para a conservação ambiental e social. No que diz respeito ao requisito ambiental, são as matérias-primas renováveis, reaproveitadas ou recicladas; processos menos poluentes, entre outros; e, no âmbito social, são condições mais favoráveis de trabalho. Lee (2009) relata em sua obra o caso de um trabalhador que recebia R$ 0,05 ao dia, a cada 100 peças produzidas. Mesmo com condições injustas, as pessoas que vivem em países com altas taxas de desemprego consideram-se empregadas e, então, submetem-se ao sistema.

Seguindo o exemplo de empresas que tomam iniciativas sustentáveis ao longo da cadeia produtiva, a indústria de moda tem buscado novas formas de produção, a fim de reduzir seus impactos ambientais e melhorar as condições de trabalho.  As alternativas que variam entre artigos produzidos com matéria prima natural renovável como, por exemplo, artigos de lã e algodão orgânico; produtos confeccionados com o objetivo de ter longevidade e durabilidade (onde se faz necessária a qualidade), ou até mesmo produtos atemporais, que não seguem à risca tendências efêmeras; produtos reaproveitados, como roupas de segunda mão, ou produzidos com material reaproveitado (câmara de pneu, PET, entre outras possibilidades). Devem-se explorar essas alternativas que não ocasionam tantos impactos negativos, ou seja, com processos produtivos que cumpram com critérios ecológicos e sociais, mas que ao mesmo tempo, exigem uma gestão diferenciada.  Sabe-se que a cadeia produtiva de um artigo de moda, ou outro qualquer, que se apóia em requisitos sustentáveis, apresenta peculiaridades em cada etapa, e se faz especial.

Um trabalho incrível e revolucionário que vem sendo feito no exterior e que (espera-se) ainda deve chegar por aqui, é da marca Honest By. Alinhada com as alternativas em busca de um trabalho ecologicamente correto e socialmente justo, a Honest é transparente e, como já diz o nome, honesta. Criada em 2012, pelo belga Bruno Pieters, ex diretor criativo da grife Hugo Boss,  a marca informa detalhadamente toda a cadeia de produção das peças, inclusive os custos envolvidos e sua margem de lucro. Pieters, que já foi designer premiado, quis mudar seu estilo de vida e se afastou da indústria da moda pautada em tendências e efemeridades. Viajou para a Índia, onde passou a observar que as pessoas usavam roupas feitas com tecidos costurados a partir de matéria-prima que podiam identificar à sua volta, e aí teve o insight de adaptar essa transparência em escala internacional.  Assim, nasceu a Honest By, empresa que visa uma política de transparência total. A marca possui uma plataforma pública, onde compartilha informações sobre o processo produtivo, como, por exemplo, onde o produto foi feito, por quem, quantas horas de trabalho foram envolvidas, a pegada total de carbono, quantos funcionários envolvidos, preço de cada etapa, e inclusive pesquisas feitas com os materiais orgânicos.  Na hora de comprar, o cliente tem acesso às informações detalhadas e especificadas e pode filtrar por categorias: orgânicos (matéria-prima certificada), vegan (sem testes em animais), reciclado ou europeu (100% fabricado na Europa). A Honest trabalha ao máximo com produtos locais, e aqueles de origem animal são apenas lã e seda, orgânicas e certificadas.

Autossustentável: Filtro por categoria
Filtro por categoria

Autossustentável: Informações detalhadas do produto
Informações detalhadas sobre o produto

Com toda essa informação exposta, o consumidor pode se posicionar quanto a comprar determinado produto, bem como fica ciente (e consciente) das razões pelas quais um produto tem determinado valor. A Honest By aproxima o cliente de todo processo envolvido por trás de um artigo de moda e propõe um consumo consciente. E uma moda transparente.

Conheça mais sobre a marca no site, onde estão à venda os produtos de vanguarda: http://www.honestby.com/


Autossustentável: Vestido feminino lã e algodão orgânicos
Vestido feminino lã e algodão orgânicos
Autossustentável: Camisa masculina algodão orgânico
Camisa masculina algodão orgânico

Autossustentável: Vestido seda orgânicaAutossustentável: Vestido seda orgânica costas
Vestido de seda orgânica


__________________________

KAZAZIAN, Thierry. Haverá a Idade das Coisas Leves. São Paulo:  Senac São Paulo, 2005. 194p
LEE, Matilda. Ecochic: o guia de moda ética para a consumidora consciente. São Paulo: Larousse do Brasil, 2209. 224p
MANZINI, Ezio. Design para Inovação Social e Sustentabilidade: comunidades criativas, organizações colaborativas e novas redes projetuais. Rio de Janeiro: E-papers, 2008. 103p
MANZINI, Ezio; VEZZOLI, Carlo. O Desenvolvimento de Produtos Sustentáveis: os requisitos ambientais dos produtos industriais. São Paulo: EDUSP, 2002. 366p
http://www.honestby.com/, acesso em 25 de março de 2014


Clique aqui para ler outros artigos de Luciana Della Mea