sexta-feira, 27 de março de 2015

Apaga a luz! Prepare-se para a Hora do Planeta 2015 #USESEUPODER


A Rede Autossustentável adere, pelo sexto ano consecutivo, ao Movimento Hora do Planeta. Neste sábado, dia 28 de março, paralisaremos nossas atividades, nossos equipamentos serão desligados e as luzes apagadas em adesão à iniciativa, que envolve países de todo o mundo e é promovida pela organização ambientalista WWF-Brasil e conta com o patrocínio de empresas como Grupo Malwee.

A sétima edição da Hora do Planeta no Brasil acontece dia 28 de março, quando milhares de cidades, empresas e pessoas apagam as suas luzes por sessenta minutos, entre 20h30 e 21h30, em um grande alerta global contra as mudanças climáticas.


A campanha incentiva pessoas, empresas e governos a usarem a Hora do Planeta como uma plataforma para mostrar ao mundo que medidas estão utilizando para reduzir seu impacto ambiental. E o primeiro passo é tão simples quanto apagar as luzes.


No ano passado, a campanha mobilizou mais de 7.000 capitais e cidades, ao redor de 152 países. O Brasil bateu o recorde em termos de adesões ao ato simbólico, com 144 cidades, das quais 24 capitais, em todo o território.

Festival Hora do Planeta

Para celebrar a data, o WWF-Brasil promove um grande show gratuito no Rio de Janeiro, na Praia de Ipanema (Posto 10). O evento será no sábado 28 de março, a partir das 16h, e terá como principal atração o coletivo internacional de artistas Playing For Change e o músico Hamilton de Holanda. Também se apresentam Rodrigo Sha, Eduardo Neves e o DJ Nado Leal. Todo o espetáculo será realizado com gerador de biocombustível.

Junte-se a milhões de pessoas e participe você também: sábado, dia 28 de março, apague as luzes das 20h30 às 21h30.


quinta-feira, 26 de março de 2015

Vida, Sustentabilidade e Atitude!


Sendo brasileira, professora universitária de português nos Estados Unidos, há quase uma década e meia, convivo diariamente entre dois mundos, entre duas línguas, entre duas culturas, entre dois hemisférios. Estou ao mesmo tempo, no frio intempestivo e no calor excessivo, no norte e no sul, no jazz e no samba, no vermelho, azul e branco… e no verde e amarelo! A tecnologia – pelas redes sociais, pelas páginas da internet, pelos aplicativos de comunicação – facilmente me leva noite e dia, não importa o fuso horário, e se o horário é de verão ou de inverno, ao meu país, Brasil. A mesma tecnologia me traz de volta quando minha agenda desponta no computador, lembrando-me de importantes tarefas a cumprir, profissionais ou de mera rotina, como por exemplo, ter certeza de que o caminho da porta de casa até a rua está desimpedido de neve…

Mas percebi, logo ao conhecer meus vizinhos na região de Chicago, onde moro, que eles também vivem em dois mundos: um senhor é da Rússia, outro da Índia, aquela família é da Romênia, aquela senhora veio da Polônia, minha outra vizinha é da China… e por aí vai. Na escola dos meus filhos são falados mais de 40 idiomas (entre os quais, e certamente por causa dos meus brasileirinhos, o português!). É lindo ver tantas línguas, culturas e tradições reunidas no mesmo espaço. O mundo inteiro se encontra aqui, nem precisamos ir longe!


Essa convivência com realidades, por vezes tão opostas, levou-me a analisar quase que intuitivamente, mas cada vez com mais cuidado, a natureza humana: quem somos?… o que fazemos?… de onde somos?… o que queremos?...  para onde vamos? Todos, independentemente de termos origens diversas, falarmos línguas diferentes, e apreciarmos comidas que nem sempre são admiradas por todos os paladares… temos algo em comum: somos humanos! Temos emoções, sensações, alegria, tristeza, medo, esperança, ansiedade, calmaria, ânimo e desânimo, sucessos, fracassos… e depois, vitórias? Sim! Espere… nem sempre! Às vezes, nossos objetivos levam mais tempo para serem alcançados.  E, a vitória da forma como havíamos planejado não aconteceu… E agora?

Passamos e passaremos continuamente por caminhos que muitas vezes não são tão fáceis de seguir… podem ser difíceis, penosos e não nos levarem diretamente ao sucesso. Por vezes, vamos por caminhos sinuosos, que não conhecemos muito bem, mas tivemos que tomá-los devido às circunstâncias. Todo ser humano, não importa a língua que fale, seu grau de instrução, sua profissão, sua fé, sua religião, a cor de seus olhos, de sua pele ou cabelo, invariavelmente vai enfrentar lutas, sejam quais forem, pois faz parte do jogo chamado vida!

E todos desejamos uma coisa, embora muitos não o saibam: sustentabilidade. Sim, queremos e precisamos de “sustentabilidade”, que é o equilíbrio, a ecologia que deve existir para que vivamos em harmonia conosco e com o meio ambiente. Existe algo essencial que nos dá sustentabilidade e permite que não desistamos, mas que nos redirecionemos até nos tornamos mais fortes e obtermos grandes resultados.  É a atitude.

Mas o que é “atitude”? Uma resposta sucinta é: “Atitude é uma norma de procedimento que leva a um determinado comportamento. É a concretização de uma intenção ou propósito.


Todos os dias temos que tomar decisões e nosso comportamento se manifesta. Algumas decisões são corriqueiras, como: “O que vou vestir hoje, uso este sapato com aquela calça porque combinam com meu brinco?”. Outras são mais complexas, do tipo: “Aceito ou não a proposta que me foi feita para trabalhar no Azerbaijão?”. Ah, que difícil! De toda a forma, nossas decisões sempre têm por objetivo nos trazer equilíbrio e bem estar no ambiente em que vivemos.

Agora cabe a questão: Que decisões imediatas tomaremos diante de um fracasso ou de uma notícia ruim?  Que comportamentos teremos diante de medos, angústias, desilusões e frustrações? A sustentabilidade começa justamente na nossa predisposição em agir. Agiremos de forma positiva, calma, interativa, firme e confiante? Ou negativa, egoísta, tóxica, raivosa e sem esperança? As atitudes que tomamos permitem que o ambiente em que vivemos seja mais ou menos sustentável.

Se pregamos a sustentabilidade do meio ambiente, isso começa com nossa atitude nele. Como agimos em relação a quem somos e ao que pretendemos vir a ser? Como crescemos e lutamos por nossos ideais, na conquista de um mundo realmente melhor? E como levamos em consideração as pessoas que convivem conosco? Nem sempre a convivência é fácil, mas a harmonia deve ser um ideal mútuo.

Ser sustentável é, antes de mais nada, ser um agente transformador do seu próprio mundo. Positivamente transformador. O ambiente em que se vive vai favorecer bons resultados se os agentes desse ambiente tomarem atitudes positivas, decidirem por comportamentos que inspiram uns aos outros, que levam à união e, consequentemente, levam à realização de grandes projetos.


Um ambiente em que há violência física ou abuso verbal não é sustentável. Um ambiente onde não há respeito ao próximo nunca produzirá crescimento e desenvolvimento de projetos que acarretam mais crescimento e realizações.

Quando encaramos as diversidades da vida com uma atitude positiva, estamos plantando a semente do desenvolvimento e da sustentabilidade. Crianças em casa devem aprender com os pais a terem atitudes positivas. Assim, quando passarem por situações de conflito, poderão resolvê-los de forma responsável e eficaz. Cabe ao adulto dar o exemplo, tornando o ambiente simbioticamente sustentável, onde todos colaboram para o bem estar um do outro.

O conflito nos faz crescer. E mesmo que seja difícil entender porque acontece, é importante e necessário em nossa vida. Situações difíceis de aceitar ou compreender podem nos tornar mais humanos e mais sensíveis aos problemas pelos quais passam as pessoas no mundo. E mais corajosos para prosseguir, para rever estratégias, buscar apoio, ampliar colaborações e, consequentemente, para encontrar a sustentabilidade, tão necessária em nossas vidas. Tsunamis podem acontecer a qualquer hora, sem aviso prévio. Mas, com determinação e atitudes positivas, podemos reerguer um bairro, uma cidade, um país. O mundo todo se inspira e se une quando há ênfase nas atitudes positivas.


A atitude positiva do homem afeta também sua relação com outros seres vivos ao seu redor. Tudo que é vivo só continua sistematicamente vivo num ambiente que inspira a sustentabilidade. Animais e plantas só sobrevivem se estiverem num ambiente sustentável. Seres vivos que usufruem das boas atitudes do homem alegram, harmonizam e revigoram o meio ambiente.

Aprendo cada vez mais, em minha casa, na minha vizinhança, no Brasil, nos EUA, no mundo todo, que minha atitude com as pessoas com quem convivo vai se refletir também na atitude delas comigo.  É verdade que nem todos respondem imediatamente de forma positiva a uma boa atitude, mas um exemplo constante leva as pessoas, ao menos, a repensarem seus hábitos, a buscarem um equilíbrio, um ambiente sustentável e, com isso, a valorizarem suas relações com o próximo.



A gente colhe o que planta.  Se plantamos boas atitudes, em tempo colheremos frutos incríveis, de desenvolvimento, harmonia e sucesso em nossos empreendimentos.


Clique aqui para ler outros artigos de Ana Clotilde Thomé Williams

segunda-feira, 23 de março de 2015

Saiba como Implantar a Coleta Seletiva em Casa

Primeiramente você precisa saber se a prefeitura da sua cidade realiza a coleta seletiva (CS) e se passa no seu bairro. Se sim, provavelmente o caminhão da coleta passa em dias específicos para recolhimento na região. Ela pode ser feita pelo próprio município, por uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis ou por uma empresa terceirizada contratada.

Autossustentável: Coleta Seletiva
Fonte: Prefeitura Municipal de Bom Despacho

Se não houver no seu bairro e/ou na cidade o sistema de CS, a minha sugestão é fazer contato com a Cooperativa de Catadores mais próxima e checar se eles podem propor (e cumprir!) uma frequência para pegar o lixo reciclável separado na fonte, ou se você pode deixar o material na cooperativa numa frequência semanal ou mensal. Neste caso, vale a pena um engajamento com os moradores da região, e os moradores do prédio (no caso de condomínio). É preciso ser viável para vocês e economicamente para cooperativa também.

Autossustentável: Cooperativa
Fonte: Diário do Grande ABC

Depois vem um passo desafiante (porém motivador e encantador), que é a orientação para os membros da família e para aqueles que, de alguma forma, prestam serviços domésticos quanto ao local de acúmulo desses materiais. É preferível deixar em um determinado local onde ficará guardado até a vinda do caminhão, com o cuidado para não acumular água de chuva e contaminação, esses cuidados são essenciais para evitar o aparecimento de roedores e vetores (animais que transmitem doenças). Essa orientação é uma forma de educação ambiental, uma vez que mostra como o processo de armazenagem de materiais para a CS dever ser feito, mas acima de tudo mostra a importância da separação e da participação das pessoas no processo.

Quanto aos porteiros e moradores de um prédio, você também pode orientá-los a colocar esses materiais em determinado local separado do lixo comum. No primeiro momento é aconselhável realizar uma convocação ou reunião com os moradores e porteiros para a conscientização e educação ambiental com relação ao assunto.  Para auxiliar neste processo, vocês podem colocar cartazes em lugares específicos para que as pessoas tomem conhecimento do assunto. Por exemplo, no local onde o lixo é depositado nos andares, no coletor geral do prédio, ou ainda nas escadas e elevadores.

Autossustentável: O que pode ser reciclado

É importante ressaltar que o material deve estar limpo. Contudo, se faz necessária a consciência no processo de higienização do material (nada de desperdiçar água no processo!), apenas enxague de forma que ele não contamine os demais materiais colocados juntos. No Brasil, não temos um sistema de coleta seletiva separada, de forma que todos os materiais recicláveis são coletados juntos, e encaminhados para uma cooperativa de catadores, onde será realizada a separação e triagem do material. Esse processo de cores distintas por materiais foi importado de um modelo que não funciona aqui e só confunde a cabeça das pessoas. Na Europa e em outros lugares funciona, pois a coleta é separada. Então você pode misturar tudo que é reciclável lembrando apenas de estarem LIMPOS e SECOS.


Alguns estados como o Rio de Janeiro e Brasília já adotaram o modelo de dois fluxos (cores) para as lixeiras. A Resolução CONEMA RJ 55 de 2013, estabelece um novo padrão de cores, sendo duas cores: azul (recicláveis) e cinza (não recicláveis), além do terceiro fluxo: marrom, para compostáveis (se aplicável). Para maiores detalhes acesse Resolução CONEMA Nº 55. Em Brasília, a separação também é por dois fluxos: orgânico (úmido) e seco, conforme material de campanha da Coleta Seletiva que você pode acessar aqui.

Autossustentável: Separação do lixo

Seguindo as dicas da Resolução Conema 55/2013 de como acondicionar os tipos de resíduos, você precisa de duas lixeiras: uma para o orgânico que será recolhido pelo caminhão de lixo comum, em sacos pretos para que eles possam identificar que este material vai para um aterro sanitário; e outra lixeira para os materiais recicláveis, em sacos transparentes, para que possam ser identificadas como materiais passíveis de reciclagem.

Passíveis de reciclagem, pois temos alguns materiais como o isopor, por exemplo, que pode ser reciclável, mas que ainda não é comercializado no Brasil. Mesmo diante de casos assim, separe tudo aquilo que pode ser reciclável, e caso a coleta não seja viável economicamente para comercialização das cooperativas, esses materiais são destinados corretamente para um aterro. O copinho plástico também é outro exemplo, ele é passível de reciclagem, mas como a comercialização é feita por fardos em toneladas, acaba não sendo um bom negócio paras as cooperativas, e ele se torna um grande "vilão" nos galpões de triagem e separação.

O lixo orgânico pode ainda ser transformado em composto orgânico através da compostagem, virando um adubo que pode ser utilizado em hortas e jardins. Se tiver um jardim em casa, escolha um espaço para compostagem, ou faça uma composteira caseira para cozinhas feita com caixa, num processo super simples. Você pode encontrar no site do eCycle como fazer ou comprar uma composteira caseira.

Autossustentável: Composteira Caseira
Composteira Caseira. Fonte: Planeta Sustentável

Nosso lixo doméstico é composto por 60% de resíduos orgânicos. Quando compostado, boa parte do seu lixo deixará de ser encaminhado para um aterro sanitário, colaborando para uma maior vida útil dele e ainda gerando adubo de alta qualidade. E você ainda participa ativamente da busca por soluções para um mundo mais sustentável!

É normal que tenhamos dúvidas com relação ao assunto, o que impede, muitas vezes, o início do processo de separação na fonte. Por isso, é importante colocar informações em lugares específicos para que as pessoas da sua casa tomem conhecimento do assunto e saibam como e onde separar. Por exemplo, no local onde o lixo é depositado e próximo as lixeiras.

São considerados recicláveis os resíduos que possuem interesse de transformação, que têm mercado ou operação que viabiliza sua transformação industrial (acesse lixo.com.br e saiba mais). Para citar outro exemplo: fraldas descartáveis são recicláveis (há empresas como a Knowaste que fazem isso), mas no Brasil (ainda) não há essa tecnologia. Portanto, não há destino alternativo aos aterros sanitários para fraldas descartáveis no Brasil. Isto é, no nosso contexto, as fraldas descartáveis não são consideradas materiais recicláveis. Estes exemplos servem para que possamos entender que não existe uma “receita de bolo”, e a importância do programa de coleta seletiva municipal ter coerência com a realidade local, ou seja, a realidade social, ambiental e econômica.

Para saber mais sobre Coleta Seletiva acesse o material elaborado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Autossustentável: Coleta de Lixo

Você também é responsável pelo resíduo que gera. E aí? Está pronto para iniciar o seu processo de coleta seletiva?! Mãos a obra!


Clique aqui para ler outros artigos de Aline Lazzarotto

quinta-feira, 19 de março de 2015

Começando uma Revolução Fashion

Você já se perguntou quem faz as suas roupas? Uma pergunta muito simples que muitos de nós nunca fizemos. A partir desse questionamento surgiu a ideia do Fashion Revolution, uma aliança entre designers, acadêmicos, jornalistas, donos(as) de negócios e até parlamentares que acreditam numa revolução na cadeia da moda.


Questionar quem está por trás da confecção das peças de vestuário que as pessoas compram se tornou uma urgência quando, em 24 de abril de 2013, mais de 1.000 pessoas morreram e 2.500 ficaram feridas com o desabamento do Rana Plaza, um prédio de oito andares que abrigava confecções nas proximidades da capital de Bangladesh, Dacca. O prédio que, segundo o Ministro do Interior, Muhiudin Khan, foi construído sem respeitar a legislação, abrigava a confecção New Wave Style, que trabalha para a empresa espanhola Mango e a italiana Benetton, de acordo com informações de seu site. Outras marcas como Tex (subsidiária do Carrefour), o gigante americano da distribuição Walmart, e Primark também estavam ligadas às confecções que funcionavam no prédio.

Autossustentável: Desabamento Rana Plaza
Operação de resgate nos escombros do prédio Rana Plaza horas após o desabamento.
FonteNoticias Terra

Os avisos e advertências sobre a falta de segurança do prédio devido ao aparecimento de rachaduras foram ignorados, pois os responsáveis pelas confecções tinham como prioridade suprir a demanda que a indústria da moda exige. Contudo esse não foi uma tragédia isolada, a indústria têxtil de Bangladesh (segunda maior do mundo) é muito criticada por não respeitar as normas de segurança da construção civil; são constantes os desabamentos de prédios em Bangladesh.


Apesar de ser impulsionado por esse acontecimento, o movimento Fashion Revolution baseia-se com esperança na renovação e na mudança, acreditando em uma indústria da moda que valoriza todas as suas vertentes, desde o meio ambiente até as pessoas envolvidas no processo. Pessoas essas que, às vezes, esquecemos de considerar.

Autossustentável: Fashion Revolution Brasil
Fonte: Fashion Revolution Brasil

Somos bombardeados por um turbilhão de informações diariamente, por isso precisamos lembrar de analisar com mais cuidado aquelas que, de alguma forma, nos envolvem. Informações que abrangem as marcas e produtos que consumimos e que, em algumas situações extremas, levam à condição degradante das pessoas que trabalham para que esses produtos cheguem até nós. Fazendo isso seremos capazes de contribuir para a mudança.

Para atingir esse objetivo, o Fashion Revolution Day propõe que nós, consumidores, coloquemos nossas roupas do avesso, com as etiquetas à mostra e perguntemos às marcas e fabricantes: Quem fez a nossa roupa? Quais pessoas estão envolvidas no processo e em que condições essas pessoas estão trabalhando? Essas roupas são seguras ou estão cheias de produtos tóxicos que fazem mal à nossa saúde e ao meio ambiente? O Fashion Revolution Day acontecerá em 24 de abril, e levantará novamente a bandeira da transparência, solicitando às marcas transparência em seus processos de fabricação, segurança para os funcionários e responsabilidade com o planeta.


Em entrevista com Fernanda Simon, uma das coordenadoras da equipe do Fashion Revolution do Brasil, ela falou sobre como a participação do público é importante.

O Fashion Revolution tem como principal objetivo a conscientização sobre o atual cenário da indústria da moda e propor alternativas de produção e consumo. A participação do público não só fortalece o movimento mas também fortalece a demanda de um mercado mais ético e transparente. diz Fernanda Simon.

Fernanda ainda apontou como foram significativas as mudanças que aconteceram desde a primeira edição do movimento, no ano passado:


Assuntos como sustentabilidade e ética dentro do mercado de moda estão cada vez mais presentes, podemos perceber essas abordagens com mais frequência em revistas e jornais tradicionais. Marcas estão começando a procurar um engajamento mais ético e ecológico e o público a perceber estes assuntos não como uma tendência, mas como uma necessidade”.

Autossustentável: Fashion Revolution Day
Fonte: Fashion Revolution Brasil

O Fashion Revolution Day de 2014 movimentou 60 países ao redor do mundo com milhares de pessoas participando. E esse ano eles esperam mais. No Brasil, além da campanha online impulsionada por representantes dessa aliança, ainda esta sendo organizado todo tipo de atividades ligadas à área de moda e sustentabilidade. Palestras, workshops, e etc poderão ser apreciadas por todos os públicos em nove cidades de diferentes estados. Em breve os detalhes serão disponibilizados nas redes sociais. Fique de olho no site Fashion Revolution e na fanpage do Fashion Revolution Brasil no Facebook para o calendário oficial e faça a sua parte!

Referências:


Clique aqui para ler mais sobre artigos de Aline Lima Carlos

segunda-feira, 16 de março de 2015

A Emancipação da Terra

Questionar nossos padrões de comportamento e de pensamento é um exercício que nos ajuda a entender melhor o poder que o consciente coletivo tem sobre nós, e que muitas vezes é tão singelo que não percebemos a verdadeira mensagem que ele está nos passando.


Decodificar nossos padrões de comportamento e de pensamento é uma tarefa árdua que requer autocrítica aguçada, mas como recompensa nos tornaremos capacitados a entender nossas vontades e nossos impulsos, e este é o primeiro passo para começarmos uma mudança real.

Questionar, meditar e prestar bastante atenção em nossas tarefas diárias, das mais simples às mais complexas, a forma como agimos em diferentes situações são algumas das técnicas que podemos utilizar para treinar nossa autocrítica.

Sabemos que somos seres sociais, então analise também seu comportamento em grupo, assim como o de seus colegas e familiares. Entenda melhor porque eles agem como agem e o que os faz agir de tal maneira. Observe e escute, fale e interaja, mas sempre questione mentalmente, sempre!

“Pensar em sustentabilidade é pensar na família, no próximo e em você mesmo.”
Dijalma Augusto Moura


Ainda, por sermos seres sociais, estamos sujeitos a tendências que assumem diversas formas: moda, comportamentos, músicas, eventos, etc.  Contudo a tendência que mais nos interessa nesse contexto é a tendência comportamental. Geralmente esta tendência tem início a partir de um modelo que possui grande visibilidade, geralmente propagado pela mídia. Essas tendências são difundidas na sociedade por meio de diversos estímulos, por isso aprender a decodificar essas tendências e esses estímulos nos leva a emancipação do consciente coletivo, que seria uma forma singular de pensar desprendida de padrões.


Sabendo que a Sustentabilidade está essencialmente ligada ao desenvolvimento “consciente”, a emancipação do modo coletivo de pensar e de se comportar, e de suas tendências, nos faz questionar os verdadeiros impactos de nossas ações como seres únicos. Assim, nosso comportamento influencia outras pessoas e serve como exemplo para aqueles que estão à nossa volta, sendo assim, se nos esforçamos para agir de forma mais saudável e consciente, influenciamos as pessoas que convivem conosco a fazer o mesmo. Então, se pensamos de forma original e exercemos nossa autocrítica, cada vez mais nos desprendemos dos padrões (muitas vezes decadentes da sociedade) e assim nos tornamos seres mais singulares, capazes de interagir de forma positiva com a sociedade e com a natureza.


Se somos parte do meio ambiente, e se este meio sofre com danos decorridos do desenvolvimento não sustentável da humanidade, logo a humanidade também sofre com esses impactos. Então iniciamos um ciclo autodestrutivo que só terá fim com o desprendimento do consciente coletivo, a execução da singularidade de pensamento e comportamento, e o reparo do consciente coletivo.

A emancipação da Terra acontece quando deixamos de lado a necessidade de nos adaptarmos bruscamente a ela, e ela a nós. E isso não quer dizer a estagnação de nossas pesquisas, tecnologias, ciência e etc. Isso se traduz em uma administração eficaz de nossos recursos, capacidades, responsabilidades e da “mensagem” que passamos diariamente. Para isso não são necessárias mudanças legislativas ou uma nova forma de se fazer política. Isso requer somente que cada ser se torne consciente de suas ações, exerça sua autocrítica e redefina as suas prioridades.

O desenvolvimento sustentável requer um modo saudável de pensar e de agir que também se sustente ao decorrer do tempo.


Saudações Verdes! :)

Clique aqui para ler mais sobre artigos de Patrick Rabelo