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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Energia Nuclear: A Energia que Soluciona e o Rejeito Sem Solução – Parte I

O AUTOSSUSTENTÁVEL foi convidado a realizar uma visita à Central Nuclear de Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), localizada na praia de Itaorna em Angra dos Reis. Com muita satisfação e gratidão pude representar a Rede Autossustentável, e gostaria de dividir esta experiência e opinião a respeito do assunto. A energia é tema constante nas discussões de desenvolvimento sustentável e uso eficiente dos recursos naturais. Acredito que o momento é oportuno para a discussão quanto aos desafios e oportunidades da geração de energia nuclear, tendo em vista o atual cenário de escassez hídrica e necessidade de utilização de diferentes fontes de energia.

Autossustentável: Blogueiros e outras mídias visitando a Central Nuclear
  
A Energia que Move o Brasil e o Mundo

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética – EPE, estima-se um crescimento no consumo de energia elétrica no Brasil de 4,3% ao ano até 2023 (Agencia Brasil, 2014). Nossa matriz energética é composta basicamente de geração hidráulica, e vivemos um momento crítico histórico, de total atenção e necessidade de inclusão urgente de fontes alternativas de geração de energia. São calorosos e muito discutidos os entraves nos processos de licenciamento ambiental de novas usinas hidrelétricas e linhas de transmissão, tendo em vista todas as questões socioambientais em torno dos reservatórios, e da distância dos grandes centros urbanos para distribuição de energia.


As demais fontes de energia no Brasil são basicamente provenientes da queima de carvão, óleo combustível ou gás natural, através das usinas termelétricas. Vale lembrar que elas estão a todo vapor desde o inicio do ano, devido ao baixo nível dos reservatórios. Muito se discute sobre as desvantagens desta fonte de geração de energia, principalmente no que tange aos impactos ambientais de poluição e impactos sociais nas comunidades do entorno. Porém, a possibilidade de construção próxima aos centros urbanos reduz os custos com as linhas de transmissão, tornando as usinas térmicas mais competitivas e atraentes (Ambiente Brasil, 2014).

Autossustentável: Percentual de geração de energia por tipo
Fonte: Eletronuclear, 2014

Contudo, não só de abundância hídrica nosso país é conhecido. Nosso clima favorece a utilização de energia através das usinas eólicas e solares. Enormes são as suas vantagens, dentre elas a não geração de gases do efeito estufa e resíduos, e fonte inesgotável de energia.  Infelizmente, este tipo de geração de energia mais sustentável ainda é pouco explorado no Brasil. Talvez pelos altos custos de aquisição dos equipamentos como aerogeradores e painéis solares, ou da necessidade de construção de longas linhas de transmissão para interligar ao sistema nacional. As desvantagens dessas usinas são os impactos na paisagem, e impactos sobre as aves locais ainda pouco conhecidos, como, por exemplo, os choques com as gigantes pás dos parques eólicos.

Se compararmos a produção de energia elétrica no Brasil com a produção mundial, é possível entender porque ainda assim o país está bem posicionado no que tange ao uso eficiente dos recursos naturais na geração de energia, tendo em vista que a matriz energética mundial é composta por 40,6% de carvão, 22,2% gás, e em seguida a hidro com 16%. A participação de energia nuclear é muito pequena no Brasil, em torno de 3%. Já no cenário mundial, esta porcentagem é considerável, chegando a quase 13%, seguida da geração a carvão, gás e hidro (Eletrobras, 2014).

Autossustentável: Produção de energia mundial por tipo
Fonte: Eletronuclear, 2014.

Existem mais de 400 usinas nucleares em operação no mundo, e ainda percebemos certo receio e misticismo em torno da geração nuclear de energia, principalmente, na percepção de riscos atrelados aos acidentes ocorridos (Three Mile Island, nos Estados Unidos em 1979, Usina Nuclear de Chernobil, em 1986 e Central Nuclear de Fukushima, em 2011). Por outro lado, grandes ambientalistas como Lester Brown, discorrem quanto à eficiência econômica das usinas nucleares, tendo em vista os custos com os resíduos radioativos e seguros contra acidentes (Revista Eco21, 2014).


Clique aqui para ler outros artigos de Aline Lazzarotto

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

#eucompenso – Eu reduzo e compenso meu CO2 para o futuro

Pensar no futuro do planeta exige ações imediatas, através de mudanças no nosso dia a dia. Só assim, nosso (e principalmente dos nossos filhos) acesso aos recursos naturais, fundamentais à nossa sobrevivência, estarão garantidos.


E como fazer isso? Bem, transformar essa realidade AINDA É POSSÍVEL! E sabe como? Nós, do Autossustentável, fomos convidados a conhecer uma ferramenta incrível que oferece essa possibilidade, através de dicas sobre como promover pequenas mudanças no nosso comportamento e, principalmente, nos estimula a reduzir e a compensar CO2 para o benefício da natureza.



Vocês conhecem a história da hashtag #eucompenso? Não? Então vamos lhe contar!


O Programa Reduza e Compense CO2 é uma iniciativa do Banco Santander que ajuda na promoção de uma economia mais verde e ajuda você a conhecer e reduzir seu impacto ambiental. Através do programa você recebe dicas de redução para o dia a dia, calcula suas emissões anuais, além de compensar comprando créditos de carbono de projetos que reduzem as emissões e geram outros benefícios sociais e ambientais.


Com a ferramenta de cálculo, disponibilizada no site, você confere quanto carbono precisa compensar. E usá-la é super simples, basta preencher as informações sobre uso de carro e/ou transporte público, viagens de avião, descarte de resíduos e gastos com combustíveis e eletricidade; e a ferramenta irá calcular suas emissões anuais de carbono. O pagamento é feito através do PagSeguro, o que significa que mesmo que você ainda não seja cliente Santander, você utilizar a ferramenta e fazer seus cálculos!

O objetivo é facilitar e incentivar a redução e a compensação de emissões, estimulando a participação de toda a sociedade na minimização dos impactos das mudanças climáticas; e ainda viabilizar projetos de pequenas e médias empresas que comprovadamente geram benefícios sociais e ambientais. Além de estimular a demanda por créditos de carbono, por meio da criação de um mercado de ativos ambientais no Brasil.

A seleção dos projetos de compensação apoiados pelo Programa Reduza e Compense CO2 se baseia em padrões, internacionalmente reconhecidos, que avaliam a capacidade da iniciativa de gerar reduções efetivas de gases estufa e em suas demais contribuições para a implementação do desenvolvimento sustentável.

Assim, ao comprar crédito de carbono desses projetos, você está adquirindo um crédito com qualidade e também promovendo o desenvolvimento das comunidades e do ambiente onde eles estão localizados. Além, é claro, de estar estimulando o mercado de carbono no nosso país.

Projetos apoiados pelo Santander em 2014: Projeto Florestal Santa Maria, Cerâmica Irmãos Fredi, Cerâmica Menegalli e Cerâmicas Guaraí, Itabira e Santa Izabel.

Mas e a hashtag #eucompenso? Bem, é o seguinte: o pessoal do Santander criou a hashtag #eucompenso e toda vez que alguém postá-la, independente do conteúdo do post, o banco vai compensar as emissões de carbono dos tweets, dos posts no Facebook e do Instagram até atingir 100 bilhões de menções. Quem topa?

Agora você também pode fazer a sua parte para reduzir as mudanças climáticas!

Quer saber mais?
Acesse o site: http://migre.me/nws2C
E conheça os vídeos explicativos:
·         http://youtu.be/K5ROD4kP1LM

·        http://youtu.be/EpCddiQhtHs


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Conheça 7 materiais e tecnologias sustentáveis para sua reforma

É possível ter uma casa com práticas sustentáveis para ajudar o meio ambiente e gerar economia

Englobar economia, sociabilidade e práticas ambientais está se tornando algo cada vez mais importante na vida das pessoas. Se você acha que a reforma da sua casa é uma oportunidade para fazer escolhas mais sustentáveis, essa dica é pra você. E o melhor, tem opções para todos os bolsos.

Existem diversas formas de praticar a sustentabilidade dentro de casa e de forma barata e rápida. Dicas como reciclagem e economia de água já está mais do que clara na cabeça das pessoas e devem ser práticas rotineiras.

Mas, a sustentabilidade não para por aí. Outras coisas, um pouco mais complexas, podem fazer com que os hábitos de sua vida mudem. Separamos uma lista de materiais e tecnologias sustentáveis que você pode aplicar na sua próxima reforma. 

Telhado verde

Autossustentável: Telhado verde permite a criação de horta orgânica no próprio telhado com hortaliças, suculentas, grama amendoim, rabo de gato, entre outras
Telhado verde permite a criação de horta orgânica no próprio telhado com hortaliças, suculentas, grama amendoim, rabo de gato, entre outras

É um tipo de cobertura sobre o teto de casas e edifícios feita com plantas. Em geral, são usadas plantas pequenas, que precisam apenas de uma estreita camada de terra, como suculentas ou hortaliças, mas, dependendo da estrutura da laje é possível até ter um pequeno pomar. Para se fazer um teto verde, é preciso cuidado com impermeabilização da laje e com a drenagem da água.

O serviço de empresas especializadas custa em torno de R$150,00/m², mas elas terão cuidado com o peso que a laje pode suportar (lembrando que haverá terra, água e plantas sobre ela) e a impermeabilização adequada para que não ocorram infiltrações pelo teto, que vai ficar cheio de água. Além da diversão de usar uma área verde, ele gera conforto térmico e acústico da casa e contribui pra diminuir a poluição ambiental e aumentar a umidade do ar. 

Captação e reuso de água de chuva

Autossustentável: Projeto de baixo custo permite a criação de uma cisterna própria em casa
Projeto de baixo custo permite a criação de uma cisterna própria em casa

A ideia aqui é simples, criar um sistema que coleta e armazena a água da chuva e que permita que ela seja usada para situações que não requerem água potável, como regar o jardim, lavar o quintal ou para a descarga do banheiro, por exemplo.

Os fatores importantes neste caso são: saber dimensionar a quantidade de água que provavelmente cai sobre sua casa – para poder prever a tubulação que vai transportar essa água e o tamanho da cisterna em que ela ficará armazenada – um sistema para filtrar essa água e a forma de fazê-la ficar disponível pra você reusar.

Você pode ter um sistema mais complexo, feito por engenheiros ou técnicos especializados, em que a água é conduzida e bombeada para a tubulação que fica nas paredes da casa, mas você também pode optar por um sistema bem simples e barato, em que a água que cai no telhado é conduzida por uma calha até um reservatório pequeno com uma mangueira acoplada e fica lá guardada pra quando você precisar usar. Dá pra começar com um investimento de R$250,00.

Lâmpadas LED

Autossustentável: Troque a lâmpada convencional pela de LED e ganhe em economia
Troque a lâmpada convencional pela de LED e ganhe em economia

Elas são feitas com um dispositivo eletrônico que precisa de muito menos energia para gerar luz. Além de consumir menos energia, elas também têm vida útil 40 vezes maior do que as lâmpadas incandescentes comuns. Hoje em dia elas usam o mesmo soquete que as lâmpadas incandescentes e as fluorescentes (ou frias), então são bem fáceis substituir.

Uma lâmpada LED custa cerca de R$ 40, mas a diferença de preço é compensada no longo prazo e na economia de energia.

Tinta ecológica

Autossustentável: Tinta ecológica é apropriada para quem tem algum tipo de alergia
Tinta ecológica é apropriada para quem tem algum tipo de alergia

Essas tintas são feitas com matérias-primas naturais, sem componentes sintéticos ou insumos derivados de petróleo. E podem ser de três tipos: minerais, vegetais e com insumos animais. Geralmente são livres de VOC (Compostos Orgânicos Voláteis), eliminando o impacto negativo na qualidade do ar e não agredindo a camada de ozônio.

Por serem mais naturais são muito usadas em ambientes com pessoas que tem alergias e também são recomendadas para hospitais, restaurantes e quartos de criança. A diferença de preço com relação às tintas convencionais é pequena.

Compostagem

Autossustentável: Compostagem ajuda a diminuir a quantidade de lixo nos aterros e permite ainda a produção de um adubo forte
Compostagem ajuda a diminuir a quantidade de lixo nos aterros e permite ainda a produção de um adubo forte

Este é um processo para aproveitar resíduos orgânicos (cascas e restos de frutas, verduras e legumes, podas de plantas, etc) e transformá-los em adubo. Em vez de desperdiçar todos esses nutrientes e mandar para o aterro sanitário ou para o lixão, ele pode ser usado para fazer um composto rico que pode ser usado como adubo.

Não deixa cheiro e é simples de manejar. Só de curiosidade, 50% do ‘lixo’ gerado por uma pessoa poderia ser compostado. Você pode comprar um minhocário, que é um conjunto de 3 caixas onde são colocados os resíduos e minhocas fazem o trabalho de transformá-los em composto. Uma composteira doméstica precisa de uma área de 1 m² na sombra e custa cerca de R$ 180,00.

Energia solar

Autossustentável: Apesar do alto custo, o benefício da energia solar é muito bom
Apesar do alto custo, o benefício da energia solar é muito bom

A energia solar é uma fonte abundantee de baixo impacto ambiental. E é uma alternativa para você produzir sua própria energia. Para isso, é preciso instalar painéis solares que são placas capazes de transformar a energia do sol em energia elétrica. Uma casa que consome 500kWh/mês precisaria de cerca de 20 painéis de 240 Wp.

Esses painéis ocupam mais ou menos 35m², e ter a área disponível também é importante. Eles podem ser instalados sobre o telhado ou cobertura da garagem, por exemplo. Um engenheiro saberá avaliar corretamente. A questão é o custo. Neste exemplo de uma família que consome 500 kWh/mês, os painéis custam o equivalente a 10 anos de conta de luz. Ou seja, você faz um investimento inicial que vai demorar 10 anos pra se pagar, mas vai continuar durando por mais quinze depois disso. Vale muito a pena.

Vaso sanitário com duplo acionamento

Duplo acionamento na descarga economiza muitos litros de água

O duplo acionamento é um sistema que possibilita usar a descarga com opção para 3 ou 6 litros, ao invés de apenas um sifão, como nas descargas comuns.

Este vaso possui uma caixa com dois compartimentos, que podem ser acionados juntos ou separadamente. Este dispositivo com dois botões possibilita a utilização da água de acordo com a necessidade específica de cada um, proporcionando uma economia de mais de 60% no consumo de água. A caixa de descarga com acionamento duplo custa em torno de R$ 250,00.




quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Que tal conhecer a Reserva Natural Salto Morato e ainda aprender sobre trilhas?

Salto Morato - Foto: José Paiva / Acervo Fundação
Salto Morato - Foto: José Paiva / Acervo Fundação

Promover o ECOTURISMO, de forma consciente e responsável, incentivando a conservação do patrimônio natural e garantindo o bem-estar da população local e a consciência ambiental tem sido um grande desafio. Pensando nisso, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza preparou uma série de vídeos gravados na Reserva Natural Salto Morato, que proporciona momentos únicos junto à natureza.

A série “Na Mata” apresenta, em 6 vídeos, algumas dicas de como aproveitar esse espaço, aberto à visitação desde 1996, e mostra as belezas e principais características da região, além de dar dicas super legais de como aproveitar melhor uma caminhada em uma área natural.
Foto: José Paiva e Adrian Mossfoti - Trilha - Reserva Natural Salto Morato / Acervo Fundação
Foto: José Paiva e Adrian Mossfoti - Trilha - Reserva Natural Salto Morato / Acervo Fundação

O local conta com duas trilhas autoguiadas abertas à visitação, que possibilitam ao visitante ter informações sobre características da Mata Atlântica e observar a natureza com outro olhar. A primeira trilha, Trilha da Figueira, leva até uma imponente árvore centenária que abriga diversas espécies de plantas e animais. Já a segunda, Trilha do Salto, termina ao pé do Salto Morato, uma cachoeira com mais de 100 metros de altura que dá nome à reserva. No caminho, o visitante ainda passa por um aquário natural onde é possível nadar com os peixes.

Acompanhe a série “Na Mata”. Assista ao primeiro vídeo da série:


Acompanhe os próximos vídeos da série “Na Mata” no Youtube e no Facebook.


Reserva Natural Salto Morato

Foto: Haroldo Palo Jr. - Salto Morato / Acervo Fundação
Foto: Haroldo Palo Jr. - Salto Morato / Acervo Fundação

Situada no mais ameaçado bioma brasileiro – a Mata Atlântica – a Reserva Natural Salto Morato foi criada em 1994 pela Fundação Grupo Boticário e protege uma área de 2.253 hectares, sendo reconhecida, em 1999, como Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO. Encontra-se em uma região com expressiva concentração de espécies de aves endêmicas – isto é, exclusivas dessa região – sendo várias delas ameaçadas de extinção.

Autossustentável: Reserva Natural Salto Morato
Reserva Natural Salto Morato

A reserva fica localizada em Guaraqueçaba, litoral do Paraná, e é uma das atrações turísticas do município. O local é repleto de belezas naturais e ideal para quem busca refúgio e descanso.

Araçari-Banana (Pteroglossus Bailloni) Foto: Haroldo Palo Jr. / Acervo Fundação
Araçari-Banana (Pteroglossus Bailloni) Foto: Haroldo Palo Jr. / Acervo Fundação

Até hoje, foram registradas a ocorrência de 646 espécies vegetais vasculares, 98 espécies de mamíferos, 325 espécies de aves, 36 espécies de répteis, 60 espécies de anfíbios e 57 espécies de peixes. Essa biodiversidade é um atrativo para pesquisadores que vem de todo o Brasil para realizarem estudos em Salto Morato.

Centro De Visitantes - Foto: Acervo Fundação
Centro De Visitantes - Foto: Acervo Fundação
O local conta também com um Centro de Visitantes, que traz informações sobre a região, cujo uso público tem como objetivo sensibilizar os visitantes para a causa da conservação, o que resulta em oportunidades de recreação em contato com a natureza.

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

A Fundação Grupo Boticário é uma instituição sem fins lucrativos que, desde 1990, empreende esforços para conservar a natureza no Brasil. A Fundação apoia iniciativas de outras organizações em todo o país, investe em estratégias inovadoras de conservação como o pagamento por serviços ambientais e ainda realiza ações de sensibilização da sociedade para a causa.

Desde a sua criação, já apoiou 1.417 iniciativas de 481 instituições de todo o país e mantém duas unidades de conservação, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, somando mais de 11 mil hectares de áreas protegidas nos dois biomas mais ameaçados do país.



terça-feira, 30 de setembro de 2014

O “Dia do Alívio” e A Globalização do Simples

É indiscutível que no sistema em que estamos engajados, manter um nível de competição é inexorável (e até certo ponto, saudável). Mas algumas competições desnecessárias estão tomando nosso valioso tempo e, cada vez mais, migrando, repletas de futilidade, para esferas de extrema importância. E desviando nossa atenção do que realmente deveria importar.

Por isso, imagino frequentemente o quão positivo seria o dia em que todos se livrassem desses grilhões gerados por tais competições.


Muitos conhecem o poder de um momento de meditação e reflexão, e entendem que esse momento de análise é tão necessário quanto o momento de absorver informações (até para absorvê-las de forma mais crítica, filtrando apenas o essencial). Perante isso, seria válido propor um “Dia do Alívio”, no qual a humanidade se liberaria dos problemas fora do seu alcance imediato que causam tanta ansiedade e mal estar social.  E, seguindo essa proposição, seria possível nos prepararmos para o “despertar” de soluções cabíveis para os problemas mais simples, solucionando-os de forma natural e calma.

Autossustentável: Nirvana de Charles Wang
Foto - 'Nirvana' de Charles Wang

Escrevo sobre observações voltadas a sociedade porque acredito que a estabilidade do meio ambiente só poderá ser atingida quando alcançarmos nossa própria estabilidade pessoal. Considero que a Sustentabilidade seja resultante dos aprimoramentos da esfera social.

Assim, perante o assunto abordado, sugiro, igualmente, a “Globalização do Simples” onde assumiríamos um relacionamento saudável com o ambiente que nos cerca, resgatando valores familiares que são importantes pilares para uma vida saudável, além de representarem uma base para a construção de indivíduos em comunhão com o sistema e a natureza. Globalizar o simples é exercer o humanismo com originalidade e colocá-lo em status de lei de grande importância para a convivência de mais de sete bilhões de seres humanos. Porque com generosidade, compaixão e preocupação focalizadas podemos mudar o mundo.


Voltando ao “Dia do Alívio”, não proponho o ócio destrutivo, mas a paz ao acomodar nossas cabeças nos travesseiros após um longo dia de serviço. Onde mesmo cientes de todos os problemas, estaríamos aliviados por fazer nossa parte sem radicalismo. Observar e absorver, exercer e perceber, aprender e passar adiante... Esses seriam alguns dos requisitos necessários à prática da Sustentabilidade.

Competição não pode se transformar em justificativa para o mal estar social, assim como dificuldade não deveria gerar desânimo e a imunidade ser transformada em descaso. Não espere o mundo bater à sua porta repleto de incógnitas, solucione-as antes e o espere-o com soluções!


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