quinta-feira, 27 de julho de 2017

Favela Orgânica: A paraibana que descobriu a fórmula para diminuir o desperdício de alimentos

  
Mais amor, menos desperdício e mais informação. Essa é a motivação do projeto Favela Orgânica da Regina Tchelly. Um projeto de educação alimentar que nasceu nas favelas cariocas e reaproveita frutas e verduras descartadas.

Em 2001, Regina Tchelly saiu de Serraria, na Paraíba, para ganhar a vida no Rio de Janeiro. Ao chegar, foi morar no Morro da Babilônia, na Zona Sul da cidade, com suas duas filhas.

  
Mesmo trabalhando como empregada doméstica, a vontade de se tornar uma cozinheira diferente sempre a acompanhou. Nas feiras livres da região, Regina sempre observava a grande quantidade de alimentos sendo desperdiçados e via ali uma oportunidade. Começou pegando alimentos que seriam descartados e os levava para casa, onde improvisava receitas usando talos, cascas e sementes.


Assim nasceu o Favela Orgânica. Um projeto criado em 2011, com apenas R$ 140,00 na comunidade da Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul do Rio de Janeiro. Atualmente a ex-doméstica ministra aulas e workshops sobre como aproveitar todas as partes de legumes, frutas e verduras transformando tudo isso em receitas deliciosas e, principalmente, a baixo custo. Dá valor à cascas, talos e sementes – que geralmente são descartados – como ingredientes e fontes de nutrientes.
  

O projeto já levou suas oficinas e palestras para outros estados do Brasil, como Bahia, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Sul e para o Distrito Federal, além do exterior, na França, Itália e Uruguai.


“Comer um prato saboroso com ingredientes que geralmente jogamos fora pode parecer absurdo, mas não só é possível, como também é gostoso e nutritivo.”
  


Os ensinamentos dela vão além do reaproveitamento total de talos e cascas. Tendo como exemplo sua história, ela dá uma verdadeira lição de autoestima, valorização pessoal e força de vontade. Desperta em cada pessoa a responsabilidade pela construção de um mundo melhor, mais justo e saudável. Gera mais comida, acaba com o desperdício, cuida da natureza e valoriza o poder de cada um de nós para fazer a mudança.

Brigadeiro de Casca de Banana

Seu compromisso com a sustentabilidade também conquistou universidades, empresas de alimentação e alguns clientes famosos, como Harrison Ford e o Príncipe William. Mas o que é mais importante, tornou-se popular entre os moradores locais. Quem sabe novas Reginas não possam surgir a partir daí?


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terça-feira, 25 de julho de 2017

A Cidade e a Minha Bicicleta: Pedalando por Santos


Santos/SP é o espaço físico que habito. Uma pequena ilha de 39,4 km2, com o maior porto do país ao lado e muito mais pessoas e carros do que ela consegue comportar. É uma cidade maravilhosa, mas como busca preencher as expectativas de turistas, moradores, empresários e investidores, tornou-se uma colcha de retalhos.


Desde que cheguei a Santos, em 2009, reclamo do trânsito. É bastante complicado atravessar a cidade, estacionar nos principais bairros é quase impossível e as motos e bicicletas são insanas. Este era o pensamento da motorista de carro.

Naquela época também percebi que a cidade de Santos é plana, completamente plana. Perfeita para andar de bicicleta sem muitas dificuldades. E pensava em ter uma bicicleta para diminuir o nível de estresse que passava no dia-a-dia.


Comprei uma bicicleta usada. Quando a faxineira me disse que tinha uma bicicleta parada em casa, me ofereci para comprar a dela. Minha consciência dizia que isto seria mais correto, ecologicamente falando, do que comprar uma nova.

Passei uma semana equipando a bike – coloquei espelho, pezinho e uma cestinha na frente para carregar minhas compras. A bike estava revisada e em perfeitas condições.

Um dos meus compromissos de rotina é andar 5 quarteirões às 11h da manhã de sexta-feira. E foi neste dia que resolvi testar a bike, sair com ela pela primeira vez nas ruas de Santos.

Desde criança não andava de bicicleta, mas isso não gerou problemas. Andei pelo estacionamento do meu condomínio como se andasse de bike diariamente. Moro em uma rua de mão única, mas nem pensei em fazer a rota que faria de carro, fui andando pelo caminho mais curto, no contrafluxo. Sim, porque assim eu conseguiria ver os carros de longe e me defender deles.


Em 5 quarteirões quase atropelei dois pedestres que não olhavam para o lado de onde eu vinha, pois o fluxo de carros vinha do lado oposto. Quando chegava perto de alguém gritava: cuidado! Também quase fui atropelada por uma bicicleta cheia de galões de água mineral que não sabia se ia para a direita ou esquerda para desviar de mim.

Cheguei tremendo. Eu deveria ter comprado um capacete. Imagina se algo tivesse acontecido e eu caísse batendo a cabeça no chão. Nossa! Como a bicicleta nos torna frágeis e expostos! E como o carro dá uma sensação de proteção. É uma realidade, na bicicleta, como nas motos, qualquer acidente pode ser fatal.


Na volta resolvi que andar na contramão era perigoso. Fiz um trajeto parecido com o que faria de carro - 5 quarteirões se transformaram em 14 quarteirões. Descobri que o meu braço encobria a visão do espelho colocado muito para dentro. Também descobri que o banco estava alto demais e que talvez por isso meu braço encobrisse a visão da rua atrás de mim.

Quando cheguei e contei à faxineira, ex-dona da bike, as ocorrências do meu simples passeio, ela me aconselhou: Ande sempre como se estivesse de carro, pelo lado direito da rua e bem próxima ao meio-fio. E não se importe se carros e motos buzinarem, porque você está certa. Sempre que puder vá pela ciclovia e respeite o lado direito. Não use a ciclovia nos horários de pico dos trabalhadores, senão você vai ser carregada até São Vicente (cidade vizinha).

Ciclovia? Apesar de possuir uma imensa ciclovia que contorna a praia - e outra numa linha central da ilha, a Av. Afonso Pena -, aquelas saídas curtas que preciso fazer na cidade, no miolo da ilha, são de difícil acesso para bikes.

A prefeitura está ampliando as ciclovias, existirá uma ciclovia acompanhando cada um dos canais. Há realmente uma nova consciência por trás das atuações do Poder Público que está investindo em ciclovias. Nada mais sensato em uma cidade plana. Mas me pergunto se as ciclovias já não estão pequenas para o contexto da cidade. E também se é seguro uma ciclovia no canteiro central de grandes avenidas de tráfego intenso. Afinal, se houver qualquer problema na ciclovia, o motorista cai no meio da pista dos carros.  


Em verdade, o problema central de Santos são os números. Território pequeno, população flutuante de turistas e pessoas a trabalho cada dia mais volumosa; excesso de carros, de motos e de bicicletas; construções incontáveis de prédios com mais de 30 andares em plena beira mar.

Fico pensando que tentar ser uma moradora “sustentável” em uma cidade que beira o “insustentável” é como andar de bike na contramão.


Os problemas da cidade se multiplicam tão rapidamente que talvez as melhoras incipientes já venham defasadas ou inadequadas ao novo perfil.

Mas o que irá acontecer daqui para frente? Vou comprar o capacete e continuar tentando. Realmente acredito que a bike é a melhor escolha: não polui, exercita o corpo, refresca a mente, é mais rápido do que ir a pé.


Meu pai costuma dizer: “toda felicidade implica em uma renúncia”. Descobri que a harmonia, o equilíbrio e a cooperação me fazem feliz. Isto implica em abdicar de algum conforto, mas, sinceramente, a sensação de estar fazendo a coisa certa não tem conforto que pague!


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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Não é só por um (grande) pedaço de gelo!


Semana passada, um iceberg, estimado em um trilhão de toneladas, se formou ao se soltar de uma plataforma de gelo na Antártica.



Uma massa de gelo desse tamanho se desprender da Antártica, ainda que seja bastante assustador, é algo natural. O ciclo de gelo e degelo ártico e antártico acaba propiciando ações nesse sentido, então não é raro – na verdade, é bastante comum – a formação de icebergs menores do que esse.

Mas a história aqui não é só pelo iceberg.

Um reconhecido negacionista climático, reiterando sua afronta a conceitos científicos básicos, reforçou em rede social: “Prioridades: Bloco de gelo da Antártida ou o rio de coco e xixi que cruza São Paulo?”. Bem, tirando o fato da falácia óbvia nessa afirmação – da mesma classe do famoso “como você se preocupa com isso quando tem gente morrendo de fome na África?” –, o doutor professor analisa pontualmente o fato, ignorando o contexto. A questão não é esse iceberg, apesar de que seu tamanho tenha atraído atenção midiática; a questão é a tendência. 


Falamos aqui de mudança do clima. Falamos sobre a temperatura média global e sua tendência para as próximas dezenas de anos. Se, no momento em que escrevo este texto, estamos experimentando no Brasil um frio atípico, mesmo para o inverno, isto é uma prova tão precisa que “o aquecimento global é uma farsa” como seria afirmar que a fome do mundo acabou porque estou no meio de um supermercado cercado de comida. Não se analisa um evento pontual, uma chuva fora da média, um furacão ou uma onda de calor, mas a soma de todas essas coisas e, principalmente, a tendência de um clima cada vez mais severo e de mudanças abruptas.

O cientista climático sério não analisará os dados de sua pesquisa para afirmar que amanhã estará mais ou menos quente ante a ação humana dos últimos dois séculos. E não o fará por dois motivos principais: primeiro, porque, como dito, a climatologia mede e estipula tendências do clima, não a previsão do tempo de amanhã; e segundo – e se é para você guardar algo deste texto, concentre-se nisso – porque a ciência não funciona com verdades absolutas.

Infográfico: EstadãoFonte: IPCC
  
As conclusões dos estudos vão sempre falar de tendência e probabilidade. Não de verdades absolutas. Vão falar que há uma chance quase inequívoca de um aumento superior a 2°C na temperatura média global até o final do século decorrente da ação humana. E falarão isso com mais e mais certeza quanto mais dados foram disponíveis; ou mudarão prognósticos baseados em novos dados, novas leituras ou refutações sérias.

Para entender o funcionamento do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas). Infográfico: Folha de São Paulo

O inglês tem uma expressão muito útil para falar da ciência “séria” – sound. Quando algo é metodologicamente correto, desamarrado de ideologias e dogmas pré-concebidos e com afirmações checadas posteriormente por pares, aquilo é sound science. E, nesse momento, é disso que precisamos. Que essa ciência sound se aprofunde cada vez mais, a ponto de superar o “ruído” que vem de céticos que se utilizam de falácias ou meias-verdades para que seu próprio público bata palmas mais ruidosas. Na era do fake news e da pós-verdade, um dos caminhos de superação é justamente uma ciência séria. 

Fonte: Pinterest

Porque, acreditem – e me perdoem pelo trocadilho – mas o desprendimento do iceberg é somente o topo do iceberg.


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terça-feira, 18 de julho de 2017

Soberania Ecológica

Imagem: Max Seigal

O movimento ambientalista é assunto recente, pois a maneira como nós tratamos nosso planeta nunca foi colocada em questão até Rachel Carson publicar o livro “Silent Spring” em 1962, através de sua pesquisa Carson nos educou sobre pesticidas químicos e seus efeitos.

Imagem: Environment and Society Portal

Até antes disso, o pensamento moderno nunca refletiu sobre os danos ecológicos que até então produzia ou a forma desenfreada na qual exploravam ‘recursos naturais’.

De 1962 até hoje, 55 anos depois, ainda precisamos nos educar sobre a urgência de uma transição para um relacionamento sustentável com a Terra. Natureza não é recurso. Na minha cosmologia, todo o mundo natural tem valor intrínseco (Arne Naess, 2010). Isso quer dizer que o mundo natural deve ser visto como "outro", independentemente da sua utilidade para os seres humanos. Este pensamento originou do filósofo norueguês Arne Naess.

Imagem: Mundo Nuevo

Naess cunhou o termo Ecologia Profunda em 1973 para determinar uma ética de respeito a vida enfatizando a biosfera como uma todo. A Ecologia Profunda, portanto, se refere não apenas à vida (espécies), mas também a coisas inanimadas – seres como rios, ventos, mares e ecossistemas.

A igualdade biocêntrica é assumida, isto é, na biosfera, todas as coisas – seres têm o mesmo direito de viver e florescer como partes de um todo interligado. Todos os organismos e todas as entidades são iguais em termos de seu valor intrínseco. Portanto, Ecologia Profunda acredita em preservar a natureza e a integridade da biosfera por si só, independentemente dos possíveis benefícios que podem resultar para os seres humanos.

Claro que desde Carson e Naess até os dias de hoje não se passou muito tempo, especialmente se avaliarmos a partir dos milhares de anos que nós estamos aqui. Porém foi o suficiente para que o ‘desenvolvimento’ humano acelerasse a ponto de destruir e degradar absolutamente todas as regiões do planeta. Hoje, não existe uma única região intocada e quase todas as áreas selvagens estão sendo depreciadas diariamente.

Navio quebra-gelo canadense navega pela baía Resolute, em Nunavut, território autônomo do Canadá. Reprodução: El País. Imagem: Reuters

Sei que não é justo (ou realista) esperar que todos tenhamos a mesma visão da natureza. No entanto, nós temos uma quantidade angustiante de informações (através de livros, jornais, revistas, televisão, redes sociais) esta cada vez mais claro como é irrefutável a verdade científica sobre mudanças climáticas.

Imagem: Igui Ecologia

Reprodução: G1. Imagem: AFP

Se você tem acesso a este conteúdo como é que ainda estamos adormecidos? O que falta para uma transição individual? Entendo que os processos coletivos requerem mudanças substanciais e organizadas. Porém, em centros urbanos, é possível fazer escolhas mais conscientes e sustentáveis no cotidiano.

É preciso lembrar que não existe uma única pessoa cuja sobrevivência não está intimamente conectada aos complexos sistemas ecológicos da Terra. Mesmo dependendo profundamente do mundo natural, ainda me surpreendo quando encontro alguém que não tem nenhum senso de sustentabilidade. Como pode? Em épocas de mudanças climáticas, você não está preocupado?  Será que você sabe o que isso significa?

Imagem: Ecovila Kanobia

Alguns renomados cientistas, como James Lovelock (criador da Teoria de Gaia), acreditam que o sistema climático da Terra já ultrapassou o ponto de retorno e agora inexoravelmente está em um espiral em direção a um equilíbrio em que a vida humana não poderá sobreviver. Eu não sou tão pessimista como Lovelock, acredito na resiliência humana e na sua capacidade de transformação. Mas sei que é urgente a necessidade de uma visão comum e coerente para o futuro.

Outro assunto a ser considerado é a relação entre devastação ecológica e o seu reflexo nos âmbitos sociais. A depreciação da natureza afeta a todos, principalmente aos menos privilegiados. Hoje pensar em justiça ambiental e sustentabilidade é também advogar por um movimento de justiça social.


 
A reflexão é um tanto esmagadora, no entanto não podemos fraquejar frente aos desafios contemporâneos. Hoje, cada um de nós precisa tomar responsabilidade e orientar nossas vidas e nossas comunidades em direção a um futuro que é ecologicamente e socialmente sustentável.

No entanto, também precisamos agir coletivamente para mudar a maneira como pensamos e as estruturas sociais que estão dificultando a nossa transição. Transição esta que é necessária se desejamos proteger a integridade da vida na Terra.

Carecemos de novas formas de relacionamento para criarmos sociedades ecologicamente e socialmente sustentáveis. Isto não é algo que podemos alcançar simplesmente repensando outras ideologias centradas no homem. Precisamos nos organizar e viver de uma maneira que contribua para a total saúde planetária, onde exista uma soberania ecológica.

Imagem: Cultura Mix

O desafio é profundo, mas não deve ser dispensado pelo seu grau de complexidade. Não tenho as respostas, mas busco encontrar pessoas que também questionam nosso atual paradigma e juntos criamos pequenos modelos para transição. Como um grão de areia, toda atitude é válida.

Referências:

Carson, Rachel. Silent Spring. Boston: Houghton Mifflin, 1962.
Leopold, Aldo. (1948). A Sand County Almanac. New York: Oxford University Press.
Lovelock, J. (2005). Gaia. 1st ed. London: Gaia Books.
Nht Hnh (2013). Love letter to the Earth. 1st ed. New York: Parallax Press.
Wilber, K. and Palmer, M. (2004). The simple feeling of being. Boston: Shambhala.


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sábado, 15 de julho de 2017

Usinas Hidrelétricas: Geração de Energia Limpa?

Responsável por 64,7% da geração de energia elétrica no Brasil, a energia hidrelétrica tem um papel fundamental na nossa matriz energética. O grande potencial hídrico brasileiro é um atrativo e tanto para a instalação de usinas por todo o território, entretanto há inúmeras controversas quando se trata de seus impactos socioambientais.

   
A energia hidrelétrica é uma fonte renovável e suas usinas são estratégicas para a segurança energética. Seus reservatórios oferecem flexibilidade operacional singular, pois podem responder imediatamente às flutuações de oferta e demanda de eletricidade. Esta flexibilidade permite o emprego paralelo de fontes intermitentes de energia renovável, como energia solar e eólica.

   
No entanto, há uma enorme dificuldade/ausência de participação popular no processo de tomada de decisão sobre a instalação ou não de uma usina. Em comum, os projetos hidrelétricos apresentam problemas de intervenção na natureza e principalmente na vida das populações locais ribeirinhas.

  
Antes do funcionamento de uma usina é necessário desviar o curso do rio para formar um grande reservatório. A formação da represa afeta fortemente a biodiversidade local - espécies de peixes desaparecem, animais fogem para refúgios secos, árvores viram madeira podre debaixo da inundação e produzem metano (um gás poluente que contribui para o efeito estufa, impede a reprodução de alguns peixes e permite a proliferação de algas, causando desequilíbrio aquático) e há indisponibilidade de terras férteis. É um estrago e tanto.
   
  
Além disso, as represas interferem de forma irreversível no microclima local, provocando alterações na temperatura, na umidade relativa do ar, na evaporação e afetam o ciclo pluvial.

Fora o impacto social. O alagamento de propriedades, casas, áreas produtivas e até cidades inteiras provocam a saída compulsória da população ribeirinha, desintegrando os costumes e tradições históricas que a população da área atingida possuía.

  
Assim, os impactos sociais e ambientais provocados pela construção desses lagos são irreversíveis e, mesmo com a tentativa de amenizá-los, através do reassentamento das famílias e da transferência de parte da fauna, essas alternativas não são suficientes para evitar grandes perdas.

  
Dependendo de quem e em que perspectiva se analisa os impactos provocados por hidrelétricas, pode-se contabilizá-los como positivos ou negativos. Dessa forma, a energia hidrelétrica é um dos mais importantes paradigmas ou paradoxos da economia ambiental.

  
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