segunda-feira, 26 de novembro de 2012

AMAZÔNIA PÚBLICA – CARAJÁS

Uma série de reportagens sobre como os grandes empreendimentos estão mudando a cara da região e a vida de seus habitantes

Entre os meses de julho e outubro, três equipes de repórteres da Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo - PÚBLICA - percorreram três regiões amazônicas: no pólo de mineração em Marabá (PA); na bacia do Rio Tapajós; e em Porto Velho e as hidrelétricas do rio Madeira. Todas as reportagens buscam explorar a complexidade dos investimentos atuais na Amazônia, incluindo as negociações e articulações políticas e ouvindo todos os atores envolvidos – governos, empresas, sociedade civil para traçar o contexto em que esses projetos têm sido desenvolvidos. O prisma essencial destas reportagens, assim como de toda a produção da Pública, é sempre o interesse público: como as ações e negociações políticas e econômicas têm tido impacto, na prática, a vida da população.

Visando alcançar uma divulgação maior desta série de reportagens, foi firmada uma pareceria entre a Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo e diversos meios impressos e eletrônicos de divulgação, que serão oficialmente os republicadores do conteúdo da série.

Desta maneira, pretendemos nessa semana e nas duas semanas seguintes, republicar essas reportagem aqui no blog Autossustentável. Para saber mais sobre as matérias, visite o hotsite do projeto.

CARAJÁS – A NOVA CORRIDA DO FERRO

Estrada de Ferro Carajás-Marabá

Em 2,4 mil km de estradas entre o leste do Pará e o oeste do Maranhão, os repórteres da Agência Pública trazem os relatos sobre o crescimento no ritmo da exploração do minério de ferro pela megaempresa Vale, em meio a polêmicas e disputas judiciais por conta da duplicação de sua ferrovia na região e do início das atividades  da empresa em uma área intocada dentro da Floresta Nacional de Carajás.

Vedete da balança comercial brasileira, o, minério de ferro que sai de Carajás rumo aos mercados globais é fruto de um projeto que começou em pleno regime militar. A reportagem mostra como o autoritarismo deixou marcas e, até hoje, espalham-se pela região as histórias de gente cujas vidas foram atropeladas pelos grandes projetos de  desenvolvimento em torno da mineração. Instalados na região com incentivo do governo militar, milhares de assentados da reforma agrária foram abandonados. Os que persistiram nas novas terras sofrem com o avanço desenfreado da mineração ou, em péssimas  condições, vendem carvão para as usinas que produzem ferro gusa – um negócio marcado pelo desrespeito ao meio ambiente e à legislação trabalhista.

FONTE: Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo - PÚBLICA

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