terça-feira, 31 de março de 2015

Disciplina!

Vencer padrões arraigados é decisivo para quem quer conseguir uma mudança substancial em sua vida. Seja no trabalho, nos estudos, na vida doméstica ou nos relacionamentos.


Em se tratando do “jeito de fazer as coisas” é mais complexo ainda. Nos habituamos a repetir comportamentos e nos apegamos a eles, pois nos trazem conforto. Se eu acordo diariamente as 6:30h da manhã e fico pelo menos 20 minutos no chuveiro, acordando aos poucos, é desconfortável passar a tomar banho em 5 minutos.

Claro que os motivos são nobres (em última análise a economia de água representa condição de sobrevivência), mas uma alteração destes hábitos vai gerar um desconforto e inclusive uma queixa infantil. Afinal somos, todos, crianças crescidas que não gostam de contrariedades.

No entanto, considerando o andar da carruagem é necessário que haja mais que um bom motivo para diminuir o tempo no chuveiro. É necessário que haja uma compensação pelo meu desconforto. Algo que me faça sentir bem e que recupere o meu bem estar.

Fonte: PW Desenhos

Independente se somos crianças crescidas ou adultos, como queiram, precisamos de empenho interno para nos convencer de que alguma mudança de atitude gerará algo realmente positivo.

Neste ponto inicia-se um processo que não é muito agradável, mas que por fim compensa: adotar a disciplina. Não é das virtudes mais queridas. Também não é das mais fáceis de ser desenvolvida. E necessita de dedicação para que seja eficaz.


A questão da água ou qualquer assunto que integre a sustentabilidade motiva alguns, mas não todos. Afeta a todos, mas alguns não se animam com isso. Então, esta é a dica para aqueles que sentem que gerações futuras, sobrevivência coletiva e qualidade de vida não são motivos animadores.

Devemos concordar que desperdício em qualquer nível significa perda: perda de dinheiro, de recursos, de tempo, de vida. Sendo assim, antes de querer que todos os 7 bilhões se apaixonem pelo meio ambiente, podemos começar por um processo menos custoso e que não requer tanto envolvimento emocional.

Disciplinar-se a agir de forma eficiente e sustentável é uma atitude sensata, coerente e trará resultados significativos. A disciplina de usar o chuveiro apenas para banhar-se, de usar eletricidade apenas no cômodo em que você está, de imprimir apenas aquilo que é realmente necessário, de colocar no prato apenas o que realmente irá comer, de separar o lixo reciclável daquele que não pode ser reciclado, de reutilizar embalagens de plástico, isopor e garrafas... enfim, escolha uma atitude por semana, por mês ou por ano e comprometa-se com ela.

Discipline-se, comprometa-se. Com o tempo, o que antes requeria vigilância e disciplina se tornará um hábito. Da mesma forma que aprendemos escovar os dentes, tomar banho, pentear os cabelos, podemos chegar ao ponto de ser natural cuidar do meio ambiente!

Autossustentável: O Poder do Hábito

Uma boa indicação para entender sobre os hábitos é o livro “O Poder do Hábito - Por Que Fazemos o Que Fazemos na Vida e Nos Negócios” de Charles Duhigg, publicado pela Editora Objetiva.


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