terça-feira, 21 de março de 2017

Pra Que Rumo? Amazônia Conectada

Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece não é? Meu primeiro artigo no AUTOSSUSTENTÁVEL falava sobre turismo sustentável e ecoturismo. Logo eu, formada em turismo e com pouca atuação nele em si, restou em mim um grande apreço por planejar minhas próprias viagens e conhecer a fundo a cultura e tradição dos locais que visito.

Imagem: Mapa do Mundo

Em 2016 fui agraciada com uma incrível oportunidade de ir pra Amazônia pelo trabalho. Antes de ir à Manaus e embarcar em uma grande aventura de conhecimentos e aprendizados, gastei horas em casa pesquisando passeios que poderiam ser realizados saindo da capital, e que proporcionassem um primeiro contato e interação com a vida na floresta. Lembro que tive dificuldades em encontrar informações unificadas, e passeios que oferecessem vivencias diferentes do que os clássicos mergulhos com botos e visita a aldeias indígenas.

Encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões. Imagem: Aline Lazzarotto (arquivo pessoal)

Com pouco tempo em Manaus, optei pela programação proposta pela empresa, que tinha dentro do roteiro nada mesmo do que o festival de Parintins e uma viagem de Barco pelas águas misteriosas do Rio Amazonas, com direito ao encontro do Rio Negro e Solimões. Digamos que de fato, os passeios que eu estava procurando seriam a cereja do bolo, diante da programação maravilhosa que já tínhamos!
  
Imagem: Pra que Rumo

Conheci nesta mesma viagem, o Pra que Rumo, start up que desenvolveu uma plataforma para conectar guias locais e turistas que vão pra Amazônia buscando vivências promovidas por moradores da região, através de serviços de gerenciamento, divulgação e comercialização de atividades. A plataforma impulsiona a geração de renda e desenvolvimento local, pois movimenta o setor do ecoturismo na região e gera atividades com remuneração justa, uma vez que os profissionais locais são beneficiados diretamente sem a intermediação de agências de turismo.

Imagem: Pra Que Rumo

Presente em 7 estados da região amazônica, a ferramenta também realiza um mapeamento e atua como o órgão fiscalizador responsável, para certificar os profissionais e prevenir impactos ambientais decorrentes das atividades. Além dos clássicos citados anteriormente, mais de 20 empresas oferecem passeios e expedições em caiaque e em stand up, trekking, camping, cavalgadas, voos panorâmicos, além de instrutores de rapel em cachoeiras e guias turísticos.
  
Imagem: Pra Que Rumo

Fico feliz com essas iniciativas que permitem planejar com mais facilidade uma viagem, que caiba no bolso e que possibilite encontrar atividades no perfil e características esperadas. Conhecida e desejada muito mais por estrangeiros do que os próprios brasileiros, a Amazônia encanta e surpreende, e tem um potencial enorme para profissionalização e desenvolvimento da atividade turística.

Mais informações em: https://www.praquerumo.com.br
   
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