segunda-feira, 3 de abril de 2017

Você sabe o que está comendo? Vamos falar de Alimentação Saudável

Você é o que você come. Quantas vezes já ouvimos essa célebre frase? Mas será que ela realmente representa a realidade?

Imagem: Pinterest/ Adaptada

Nas últimas décadas temos presenciado a intensa transformação da sociedade e do seu modo de vida, que tem se tornado cada vez mais agitado. Isso acarretou mudanças nos hábitos alimentares, foram criados muitos tipos de alimentos para facilitar a alimentação e assim acompanhar a correria do dia a dia.

Biscoitos, salgadinhos, alimentos instantâneos, refrigerantes, embutidos, alimentos pré-preparados... Como eles facilitaram nossas vidas! Mas diante de tanta facilidade surge aquela pontinha de desconfiança. E vem a dúvida: qual o preço que pago por tudo isso?
  
Imagem: Pinterest

Consumir esses tipos de alimentos de forma excessiva, tornando-os a base de nossa alimentação pode desencadear uma série de desequilíbrios. De repente aquela calça fica mais justa, caminhar distâncias um pouco mais extensas se torna cansativo e aquele resfriado leva mais tempo que o habitual para curar. Pois é minha gente, nosso corpo sempre nos dá sinais quando algo não anda bem.

Imagem: Gazzet Review

Vamos a alguns fatos sobre a saúde dos brasileiros. De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e com a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), o sobrepeso já atinge mais da metade da população brasileira e mais de 20% dos adultos tem obesidade. O sobrepeso e a obesidade também afetam as crianças, atingindo 1/3 das crianças brasileiras, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Imagem: Folha de São Paulo

Esse cenário associado à baixa prática de atividades físicas gera importantes impactos na saúde, como o aumento da incidência de doenças crônicas, tais como doenças cardiovasculares e diabetes.

O papel de uma boa alimentação é prevenir esses tipos de doença e melhorar a qualidade de vida das pessoas, tornando-as mais saudáveis e bem dispostas.

Imagem: Reader’s Digest

Para aqueles que não possuem intolerâncias ou alergias alimentares, uma alimentação saudável se baseia na ingestão de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, carnes e água regularmente. Esses alimentos contêm vitaminas, fibras, proteínas e carboidratos, que auxiliam as defesas naturais do corpo.

Vitaminas possuem diversas funções no nosso organismo, por exemplo, a vitamina K é essencial ao processo de coagulação sanguínea, a vitamina E é um importante antioxidante, enquanto que a vitamina D promove o crescimento, além de favorecer a absorção de cálcio e fósforo.

Alimentos ricos em proteínas. Imagem: Coração com Nutrição

Proteínas são responsáveis pela construção de novos tecidos no nosso corpo, favorecem a produção de hormônios, enzimas e anticorpos. Também ajudam a repor os gastos energéticos das células e auxiliam no processo de cicatrização de tecidos comprometidos.

Carboidratos são a principal fonte de energia para o nosso corpo.

Fibras ajudam a regular o funcionamento do intestino, reduzindo o contato de substâncias nocivas com a parede do intestino grosso.

Alimentos ricos em fibras. Imagem: Food & Health

Água ajuda no equilíbrio corporal, elimina inchaços, regula a temperatura corporal, desintoxica e melhora a absorção de nutrientes. Para saber mais sobre os benefícios da água, clique aqui.

Uma alimentação saudável é aquela baseada no menor consumo de produtos industrializados e maior consumo de alimentos in natura, a “comida de verdade”.  A palavra chave é equilíbrio entre os grupos alimentares.

Imagem: Ciclofemini
 Confira algumas dicas para ajudar na adoção de uma alimentação mais saudável:  

  • Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação.
  • Limitar o consumo de alimentos processados.
  • Evitar o consumo de alimentos processados.
  • Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia.
  • Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece.
  • Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora.


Imagem: FDA

E para não ficar perdido com a classificação dos alimentos, acompanhe o pequeno guia abaixo.

Alimentos in natura
Essencialmente carnes, verduras, legumes e frutas.

Alimentos minimamente processados
Não envolvem adição de substâncias ao alimento original, como limpeza, moagem e pasteurização. Alguns exemplos: arroz, feijão, cogumelos, frutas secas e sucos de frutas sem adição de açúcar ou outras substâncias; castanhas e nozes sem sal ou açúcar.

Alimentos processados
 Aqueles fabricados pela indústria com a adição de sal ou açúcar a alimentos para torná-los duráveis e mais palatáveis e atraentes. Alguns exemplos: conservas em salmoura (cenoura, pepino, ervilhas, palmito); compotas de frutas; carnes salgadas e defumadas; sardinha e atum em lata, queijos e pães.

Alimentos ultraprocessados
São formulações industriais com pouco ou nenhum alimento inteiro. Contém aditivos. Ex: salsichas, biscoitos, geleias, sorvetes, chocolates, molhos, misturas para bolo, “barras energéticas”, sopas, macarrão e temperos “instantâneos”, “chips”, refrigerantes, produtos congelados e prontos para aquecimento como massas, pizzas, hambúrgueres e nuggets.
  


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