terça-feira, 20 de junho de 2017

O Futuro sem Futuro

Imagem: Tiago Benevides

A violência se banalizou no Brasil. Violência doméstica, moral, violência nas ruas e na política. É tanta notícia ruim que parece que o povo brasileiro já se acostumou, e já não se espanta com o que escuta e vê.

Imagem: Entre Todas as Coisas

Talvez, algumas estatísticas ajudem a trazer a tona um dado super preocupante: nossos jovens estão morrendo. A juventude morre a cada falta de oportunidade, a cada acesso negado na educação e saúde, a cada descaso e tiro trocado nas comunidades país afora.

Recomendo a leitura do Atlas da Violência 2017, estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que mostra que de 2005 a 2015, a taxa de morte entre jovens de 15 a 29 anos teve um aumento de 17,2%, representando 54,1% do total de homicídios. O perfil típico continua sendo o mesmo: homens, jovens, negros e com baixa escolaridade. Por outro lado, enquanto a taxa de homicídios para mulheres não negras reduziu em 7,4%, houve um aumento de 22% na mortalidade de mulheres negras.[1] Para maiores informações, clique aqui.

Imagem: Ipea

Outro indicador apontado no estudo é que a cada 1% na redução de taxa de desemprego de homens, a taxa de homicídio diminui 2,1%. Este é um dado super alarmante quando consideramos o cenário de crise dos últimos 3 anos, com taxa de desemprego crescendo a 66% entre pessoas de 14 anos ou mais[2]. Ou seja, o desempenho econômico, político e social tendem a agravar ainda mais este quadro tão caótico. Para acessar o Atlas da Violência 2017, basta clicar aqui.
  
Nosso país carece em oportunidades e projetos para crianças e idosos também, mas sinto que os jovens de 15 a 29 anos são menos favorecidos, justamente pela dificuldade em captá-los e dar-lhes algo valioso em troca. Vale ressaltar que esta é minha percepção e muito particular, baseada na minha experiência e vivência.

Imagem: Pinterest

Nossos jovens querem oportunidades dignas para crescimento pessoal e profissional. Estão cada vez mais exigentes e menos preparados. Algumas empresas oferecem programas de jovem aprendiz e apostam nos jovens para construção de carreira dentro da companhia. Outras instituições passaram a olhar para os jovens de baixa renda e dar-lhes oportunidades através dos seus negócios sociais, gerando empoderamento e capacitação profissional.

Imagem: Educa Rio BlogAdaptação: Autossustentável

Busque informações e colabore com quem de fato contribui para as mudanças sociais em nosso país. Doe seu tempo e amor aos jovens mais próximos a você. Isso também faz diferença. Seja a mudança que você quer ver no futuro.

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