quarta-feira, 12 de julho de 2017

Fique por dentro da Energia Solar no Brasil e conheça o segundo maior telhado solar do Brasil

Imagem: Autossustentável

No post de ontem vimos o quanto a energia eólica vem crescendo no Brasil. A boa notícia é que cenário parecido ocorre com outra fonte de energia renovável, a energia solar.

A previsão é de que o crescimento da geração de energia solar fotovoltaica no Brasil em 2017 seja 10 vezes maior em comparação a 2016. A estimativa é que até dezembro a capacidade instalada do país chegue a 1000 MW, fato que colocará o Brasil entre os 30 principais geradores de energia solar no mundo, conforme informações da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica). Além disso, o país ultrapassou no último mês de maio a marca de 10 mil telhados solares instalados por todo o território.

Imagem: eCycle
Imagem: Fundação João Pinheiro

São inúmeros os benefícios da energia solar, dentre os quais valem ser ressaltados: não há emissão de gases de efeito de estufa (GEE), líquidos ou sólidos poluentes durante a geração de energia elétrica; dispensa uso de quaisquer tipos de combustíveis para o funcionamento; como a produção pode ser feita localmente (geração distribuída), a necessidade de novas linhas de transmissão é reduzida; geração de empregos associados à cadeia produtiva; proximidade dos centros de demanda.

Imagem: Greenpeace

A energia solar fotovoltaica exerce um importante papel complementar à principal fonte utilizada para geração elétrica no país, a energia hidráulica, uma vez que, os períodos de estiagem nas regiões onde se localizam as principais hidrelétricas coincidem com os períodos de maior insolação no país. Outro fator significante é que a maior geração de energia elétrica por fontes fotovoltaicas coincide justamente com os picos de maior consumo de energia elétrica nos grandes centros, isto é, durante o período da tarde.

O Brasil possui vantagem estratégica sobre os demais países que utilizam essa fonte de energia, pois sua posição geográfica além de colocá-lo em uma região de grande incidência de radiação solar, também permite que o país receba de forma quase homogênea durante o ano inteiro essa radiação. Confira no mapa abaixo da Radiação Solar Horizontal Global Anual (kWh/m²/dia).

A radiação solar horizontal global anual (kWh/m²/dia),  é o total de radiação solar, em ondas curtas, recebidas por uma superfície horizontal. Imagem: Solar and Wind Energy Resource Assessment (SWERA) apud EPE, 2012

“Segundo a EPE (Empresa de Pesquisa Energética Brasileira), o equivalente a todo o consumo do Sistema Interligado Nacional em 2011, quase tudo que se produz e distribui de energia no país, poderia ser gerado através de uma área de 2.400 km² de painéis fotovoltaicos localizados numa região com irradiação anual média da ordem de 1.400 kWh/m2 /ano, o que equivaleria a menos de 0,03% da área territorial do Brasil.”

São muitas as vantagens para a implementação da energia solar no Brasil. Mas então por que tão poucos conhecem esse tipo de fonte? Por que essa energia ainda é tão pouco utilizada no país? O alto custo envolvendo a implantação do sistema é o maior vilão.

Um dos principais entraves é a realidade tributária que acaba criando barreiras, dificultando o desenvolvimento de projetos ligados à energia solar. Os painéis fotovoltaicos fabricados no Brasil, por exemplo, saem até 40% mais caros que os equipamentos importados da China, principalmente devido à alta carga de impostos. Outra barreira para o desenvolvimento da energia solar é a falta de tecnologia produzida em solo brasileiro, que poderia ser um grande salto para o barateamento do uso dessa fonte.

Imagem: Siliom Energia

Mas, conforme dito, as barreiras fiscais, tributárias, financeiras e tecnológicas têm sido, ainda que aos poucos, vencidas. Já podemos observar várias iniciativas ligadas à energia fotovoltaica sendo realizadas em todo o país. Para se ter uma ideia, a Bahia é o estado com maior geração de energia por fonte solar, resultado do incentivo governamental. E, felizmente, também podemos observar o aumento do uso dessa fonte de energia em outros estados brasileiros.

Maior parque solar do Brasil, localizado em Bom Jesus da Lapa. Imagem: Notícias da Lapa

Trazemos aqui uma iniciativa que nos mostra que a energia solar tem tudo para se desenvolver no país. 

Parceria Aquário Marinho do Rio (AquaRio) e Faro Energy

Fomos recebidos, na última quinta (6), por Markus Vlasits, diretor comercial da Faro Energy, e pela equipe de comunicação do AquaRio para uma visita ao telhado solar do aquário.

Equipe do Autossustentável com Markus Vlasits. Imagem: Autossustentável

O maior aquário marinho da América do Sul, o Aquário Marinho do Rio (AquaRio), possui estrutura e números notáveis. São mais de 3000 peixes que precisam de 4 milhões de litros de água tratados e refrigerados por hora, fora a iluminação e o sistema de ar condicionado. Com uma estrutura tão robusta a conta de luz chega a cifra de 300 mil reais por mês.

Imagem: Divulgação AquaRio

Por isso, buscando a preservação ambiental e reduzir as despesas com eletricidade, o AquaRio firmou parceria com a Faro Energy para a implementação de uma planta solar. Graças ao novo sistema será evitada a emissão de mais de 8.000 toneladas de CO2 durante os 20 anos de parceria (por ano serão evitadas 406 toneladas do gás) e o consumo de eletricidade da concessionária de energia será reduzido.

Imagem: Autossustentável

Imagem: Faro Energy

Imagem: Cenergel

A Faro Energy foi a responsável pela instalação dos 2.000 painéis fotovoltaicos no telhado do AquaRio em uma área de 6.000 metros quadrados (o que corresponde a um campo de futebol). É o segundo maior telhado solar instalado em áreas urbanas do Brasil e o maior do estado do Rio de Janeiro. Os painéis, que foram instalados em 3 meses, gerarão 77.000 kWh de energia limpa por mês, o que corresponde ao consumo mensal de eletricidade de 500 residências. Esses quase 80.000 kWh representam entre 20 e 30 % de toda energia consumida pelo AquaRio durante 1 mês.

Fonte: FaroEnergy-AquaRio

A Faro Energy foi responsável não só pela implementação do projeto no telhado do AquaRio mas também é encarregada pela operação, manutenção e reparo da planta solar. Sendo a manutenção realizada também por um aplicativo, que entre outras funcionalidades, informa a geração de energia e a quantidade de CO2 que deixou de ser emitida.

Imagem: Austossustentável

A localização do AquaRio ao norte e o fato de não haver edifícios ao redor favorecem o aproveitamento total da energia solar. Os painéis fotovoltaicos foram estrategicamente instalados de forma fixa com inclinação para o norte (posição que permite o máximo aproveitamento da luz solar). Os painéis foram projetados para resistir aos eventos meteorológicos comuns no país (ventos, variações térmicas, granizo, variações ultravioletas e etc). Os inversores convertem a energia solar, captada pelos painéis, em energia elétrica. Como o consumo de eletricidade do aquário é bem elevado não foi necessária a instalação de baterias para armazenamento de energia.


Imagem: Autossustentável

Segundo Vlasits a expectativa da empresa expandir seus serviços no Brasil é grande, já que o cenário da energia solar vem melhorando nos últimos anos. Nesse ponto a parceria com o AquaRio corroborou para a promoção de novos projetos. Voltada para a minigeração de clientes corporativos, a Faro Energy trabalha com um grupo de investidores que viabilizam financeiramente os projetos. Um modelo de investimento que vem ganhando espaço no mercado, os ativos de sustentabilidade de longo prazo, justamente pelo baixo risco oferecido.


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